domingo, 31 de maio de 2020

O FILHO AMADO FAZ A VONTADE DO PAI

Sejam imitadores de Deus, como filhos amados. (Ef 5:1)

A Bíblia ensina que aqueles que creem em Cristo são recebidos como filhos por adoção, sendo Jesus o unigênito filho amado de Deus, aquele que agrada a Deus por fazer a vontade do Pai.

Quando o filho nasce na casa paterna ele cresce e aprende seus direitos e deveres e assim o fazer a vontade do pai lhe é natural, pois ele aprendeu no dia a dia como se comportar, mas no caso de alguém que é adotado já sendo grande, e vive longe da casa do seu pai, ele carrega seus vícios e costumes contrários aos costumes daquele que lhe adotou, e então, se ele quiser agradar o pai, ele tem dois caminhos a seguir: ele pode escolher o caminho da experimentação, de agir e correr o risco de acertar ou errar, agradar ou aborrecer, ou poderá escolher o caminho da imitação, ou seja, agir igual ao filho legítimo que se conduz em conformidade com os ensinamentos que aprendeu do Pai.

Jó, o servo que sofreu para provar sua fidelidade, procurou aprender de Deus e disse que dava mais valor às palavras da boca de Deus do que ao seu pão de cada dia [Jó 23.12]. Este é um exemplo de dedicação, reconhecimento e valorização daquele que o amou e lhe tomou como filho. Assim como Jó deu valor inestimável à palavra de Deus, Jesus também considerou que o fazer a vontade e a obra ou missão recebida de Deus é tão satisfatória que excede à vontade ou necessidade de comida.

A vida de Jesus demonstrou que Ele foi zeloso em fazer a vontade daquele que lhe enviou. Com Cristo aprendemos que o filho quer fazer a vontade do Pai porque ama e é amado.

Cristo Jesus quer nos mostrar o Pai que nos adotou e como filho unigênito Ele nos chama para olhar para a sua vida, aprender d’Ele, guardar seu mandamentos como praticantes e não somente como ouvintes, a fim de permanecermos no seu amor, assim como Ele permanece no amor do Pai (Jo 15:10).

Se você crê que é um filho amado por Deus, olhe para Cristo que veio à terra revelar a Deus, e seja seu imitador, aprenda com Cristo Jesus e faça a vontade do pai com total dedicação, pois Deus se agrada daqueles que o amam e dão prova disso.
Pr André Schroder

quinta-feira, 28 de maio de 2020

MANTENDO O FOCO

Tenho contra ti que abandonaste o teu primeiro amor. (Ap 2:4)

Cristo chamou homens simples e sem méritos aos olhos humanos para formar sua igreja, a "geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido" [I Pe 2.9], o qual tem o propósito santo de glorificar à Deus e anunciar a salvação ao mundo pela pregação do evangelho mediante o testemunho de vida, por isso Ele disse: “Sereis minhas testemunhas" [At. 1.8].

Quando o cristão encontra a verdade espiritual que anuncia o amor de Deus que entregou seu filho unigênito para morrer em uma cruz, pagando o pecado do homem, seu coração transborda de alegria e amor por seu criador; surge ardente desejo pela palavra de Deus e então se opera a transformação de vida pelo novo nascimento. E ele começa a ser testemunha da vida, sacrifício e amor de Cristo, e passa a viver igual ao mestre, de modo digno com a natureza de Deus, fortalecido e guiado pelo Espírito Santo.

A partir desse novo nascimento o cristão começa a crescer na graça e no conhecimento de Cristo [II Pe 3.18], porém, ao longo do caminho o mundo cria embaraços que o impedem de correr com perseverança a carreira do cristão. Os embaraços que atrapalham o cristão são as coisas que o atrai e tira Deus do centro de sua vida. É o amor pelo prazer, pela satisfação pessoal. É a tentativa de ser autossuficiente, lutar com suas próprias armas sem depender de Deus. É ter desânimo e indiferença com a oração, louvor, leitura e meditação nas mensagens da bíblia. É esquecer-se de servir a Deus. É sentir enfado com a vida da igreja.

Ao falar às igrejas do Apocalipse, capítulo 2, Cristo apontou que os irmãos em Éfeso perderam o primeiro amor e eram incapazes de praticar as primeiras obras movidas pelo amor de Cristo, mas Cristo advertiu àquela igreja: "arrepende-te, e pratica as primeiras obras".

Se você se encontra indiferente com sua vida espiritual, Cristo te chama para retomar a caminhada cristã e praticar as primeiras obras, movidas pelo primeiro amor, prosseguindo no caminho cristão, sem olhar para trás, rumo ao "alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus" [Fl 3.14].
Dedique-se, a cada dia, ao Deus da sua salvação.

Pr André Schröder

quarta-feira, 27 de maio de 2020

FESTA EM FAMÍLIA

Houve um casamento em Caná da Galileia, achando-se ali a mãe de Jesus. Jesus também foi convidado [Jo 2.1,2]

Os evangelhos apresentam o ministério de Cristo com seus discípulos, e o evangelista João foi inspirado a descrever a participação de Cristo e sua família, mãe e irmãos, em uma festa de casamento que provavelmente foi celebrada por um parente próximo. Esse episódio ocorreu no inicio do ministério de Jesus e exatamente ali, em uma festa de casamento, o Filho de Deus realiza o primeiro milagre registrado para glória do Pai.

Assim que Deus terminou a criação, Ele instruiu o homem e a mulher para que se unissem constituindo uma família. O Pai e o Filho evidenciaram a importância do casamento e da família, pois é no espaço familiar que se cumpre do propósito Divino de se fazer conhecido e de transmitir aos outros os ensinamentos de Deus.

A participação de Cristo em um casamento nos ensina que a alegria do cristão deve ser manifesta no ambiente familiar onde não há lugar para a depravação moral, pois esta depõe contra os bons costumes. Na festa familiar não há lugar para as drogas e a embriaguez, pois elas destroem o caráter humano e faz do homem um insensato, violento, incontrolado e errante no juízo [Prov. 20.1; Is 28.7], provocando brigas e desavenças, desagregando e aniquilando a família. Onde está a família é imprescindível que haja fortalecimento do amor, o respeito mútuo, preservação da moral e auxílio entre as pessoas.

O fato de Jesus ter participado de uma festa não deve servir de justificativa para o cristão participar de festas em que haja a degradação moral, mas deve servir de instrução para participar de festas em família, onde é celebrado o amor, a união e a honra, caracterizando um lugar apropriado para os filhos de Deus e em especial para Jesus, o primogênito. Portanto, não devemos dizer que se Cristo foi a uma festa, posso ir a qualquer festa, pois é tudo igual, mas a minha consideração deve ser: A festa que eu vou tem lugar para Cristo? Posso convidar Cristo para ir comigo à festa?

Que a palavra de Deus nos habilite para toda boa obra [2Tm 3.17].

Pr André Schröder

terça-feira, 26 de maio de 2020

BEM-AVENTURADOS OS HUMILDES DE ESPÍRITO

Porque deles é o reino dos céus (Mat. 5.3)

Vivemos dias em que o homem é o centro de todas as coisas e aprendemos que para vencer o homem deverá acreditar  e confiar em si mesmo evidenciando a autossuficiência.

Crer em si mesmo seria a chave para a auto realização?

Surpreendentemente Cristo começa o Sermão do Monte declarando que bem-aventurados são os humildes de espírito. O propósito divino nestas palavras aponta que ser humilde de espírito não é uma questão de aparência humilde, simples, pobre ou quanto àquele que é desprovido de vontade própria e que impressiona e desperta piedade pela submissão aos outros.

Ser humilde de espírito não decorre do esforço próprio para "parecer" humilde, mas humildade de espírito diz respeito ao relacionamento do homem com Deus. É uma questão interior de reconhecer a soberania de Deus, amar seu caráter e fazer sua vontade e movidos pelo amor de Cristo – o qual nos ensina, a despir do orgulho pessoal, da vaidade, da cobiça e do egoísmo – reconhecer, a cada manhã, que acordamos para mais um dia debaixo da graça, misericórdia e dependência de Deus, sendo que nada faremos sem a sua direção, que nada alcançaremos se não for por ele e que tudo devemos ao Deus dos céus e da terra.

O humilde de espírito reconhece que o homem vive em pecado e é carente da graça de Deus e então se lança aos pés de Cristo e clama por misericórdia, graça e salvação, experimentando um novo nascimento, uma nova vida, recebendo o Consolador, aquele que é a marca distintiva dos filhos de Deus e, tendo em si o Espírito de Deus, por Ele se deixa guiar e por Ele vence suas batalhas e seus desafios nas regiões celestes, se tornando mais que vencedor em Cristo, porém, servo de Deus.

Assim, o humilde de espírito reconhece que não é o centro das atenções e que Deus não está a seu serviço. Que não é superior aos outros, mas que deve servir aos outros, movido pelo amor.

Que Deus nos tenha em humilde submissão e que em todas as coisas nos dê a vitória, porque em Cristo Jesus somos mais que vencedores.

Pr André Schröder

segunda-feira, 25 de maio de 2020

CEGOS DE NASCENÇA

Uma coisa sei: eu era cego e agora vejo."  (João 9:25)

O Evangelho de João conta a história de um cego de nascença que foi curado por Jesus. Não sabemos o seu nome, sua origem ou onde morava, mas é um legítimo representante daqueles que vivem no anonimato e transitam pelas ruas sem serem notados pela maioria das pessoas. Não fazemos nada de extraordinário e não somos lembrados por grandes feitos ou bondade excessiva, assim como as pessoas não estão a apontar nenhum erro, transgressão às normas sociais ou pecado social reprimível.

A história daquele cego foi contada  para nos ensinar que todo homem é cego espiritual de nascença, mas que Deus quer restaurar nossa visão espiritual.  A Bíblia nos diz que o homem nasce em pecado e vive em transgressão e desobediência a Deus por cultivar o egoísmo, praticar a maldade e também por não reconhecer a soberania, o amor e os ensinamentos de Deus.

Somente após ser tocado por Jesus, o Senhor da Vida, é que aquele cego passou a ver, assim como somente se você for tocado pelo Espírito de Deus é que seus olhos espirituais se abrirão para contemplar a Deus e sua salvação. Para receber essa cura, basta entender que com o pecado o homem se afastou de Deus, mas Jesus o próprio filho de Deus, veio ao mundo e Ele foi o único capaz de cumprir plenamente a vontade do Pai, mas pela minha incapacidade de fazer a vontade de Deus, Jesus morreu em uma cruz para pagar pelos meus erros.

A morte de Cristo não foi um acidente. Sua morte foi uma entrega como único pagamento possível pelo pecado da humanidade, porém esse não é o resgate universal dos homens, pois em sua infinita sabedoria, Deus resolveu abrir os olhos espirituais pela fé no poder da morte e ressurreição de Cristo e então o Deus Onipotente estabeleceu a sentença: “quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado” e “aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus” (Jo 3:18; 1:12).

Peça, hoje mesmo, que Cristo abra seus olhos para que você veja as verdades espirituais e o poder do único que pode nos dar a vida eterna, para que assim você possa dizer, "uma coisa eu sei: eu era cego, e agora vejo".

Pr André Schröder

domingo, 24 de maio de 2020

O ANTÍDOTO PARA O PECADO

E acontecerá que todo aquele que for mordido e olhar para ela preservará sua vida. (Nm 21:8)

O livro de Números, no capítulo 21, conta a história do povo de Israel que sofreu o ataque de serpentes com picadas letais. Deus mandou fazer uma serpente de bronze e todos que eram picados se curavam somente se olhassem para a serpente de bronze.

A narrativa do Éden, encontrada no livro do Gênesis, mostra que satanás usou a serpente para seduzir o casal, coroa da criação, para se rebelar contra a ordem de Deus. O veneno destilado naqueles corações puros e sem maldade produziu o pecado que traz a morte, que é a separação do Deus criador. A serpente colocou no coração do homem a inveja, o egoísmo e a vontade de praticar aquilo que é mau. Quando essa substância entrou no coração humano toda a bondade da alma foi corrompida e deu lugar à dúvida quanto à justiça e sinceridade de Deus. A confiança e satisfação em Deus perdeu seu lugar, o qual foi tomado pelo sentimento de necessidade ou falta de algo mais, para então cobiçar aquilo que não lhe pertencia e do qual não era carente.

O veneno corrompeu a verdade e o conhecimento sobre Deus, e também corrompeu a moral do homem e destruiu as bases para uma vida saudável. Ceifou a compaixão pelo próximo e semeou a retribuição do bem com o mal. Corroeu a tolerância com os erros do irmão e solidificou a ira e o sentimento de discórdia, abrindo caminho para maledicência, intriga, dissenção e até guerras. Aniquilou a satisfação com Deus e instalou a autossatisfação ou satisfação em si mesmo e de si mesmo, fazendo crescer o egoísmo, a cobiça, a avareza, a lascívia, prostituição e toda imoralidade, de onde surgem os ciúmes e o linguajar obsceno.

O veneno da serpente tirou a capacidade do homem caminhar em busca da cura para o seu mal, mas Cristo Jesus deixou o céu ao encontro ao homem, tomou sobre si o meu e o seu pecado e produziu o antídoto para que todo aquele que olhar e crer no poder de Cristo Jesus seja então curado do pecado e reconciliado com Deus. Somente em Cristo Jesus podemos encontrar o antídoto para o nosso pecado e separação de Deus.

Leia a Bíblia e experimente o poder da palavra de Deus.

Pr André Schroder

quinta-feira, 21 de maio de 2020

ENFRENTANDO A PESTE QUE SE PROPAGA NAS TREVAS

“Deus mandará que os seus anjos cuidem de você” (Mt 4:6)

 

Enquanto o mundo enfrenta uma pandemia que tem ceifado milhares de vidas, muitos cristãos se angustiam entre a fé e a razão, pois alguns, com zelo, adotam medidas que evitam o contagio viral, inclusive deixando de frequentar os cultos nas igrejas, enquanto outros, em nome de uma fé heróica, desafiam a pestilência citando o Salmo 91 com a promessa de que “praga nenhuma chegará à tua tenda”. Como agir diante desse dilema? Tenho que crer na proteção integral e total de Deus ou deverei seguir as recomendações das autoridades de saúde?


O livro de Levítico registra que  Deus entregou a Moisés diversas leis cerimoniais, que, além dos ensinamentos espirituais, tinham por objetivo manter as cidades livres da proliferação de doenças, com adoção de medidas sanitárias de isolamento social daquele que era infectado com uma doença contagiosa.


No deserto Satanás tentou Jesus e o desafiou a se lançar de um penhasco e provar sua filiação divinal e o amor do Pai por Ele. Citando a Bíblia, Satanás disse: “Se tu és o Filho de Deus, lança-te daqui abaixo; porque está escrito: Aos seus anjos dará ordens a teu respeito, e tomar-te-ão nas mãos”.

Em todo seu ministério Jesus deu provas de seu zelo e disposição para defender a palavra de Deus, mas quando foi desafiado não se prontificou a provar a veracidade da promessa de Deus, mas olhando para a mensagem completa da Bíblia, respondeu a Satanás: “Também está escrito: Não tentarás o Senhor, teu Deus”.

Colocar Deus à prova é um comportamento estúpido que pode levar à incredulidade. Cristo não negou a verdade dita por Satanás e quando Ele foi cercado pelos soldados romanos que o levariam para a crucificação, Pedro desembainhou sua espada para lutar em defesa de Cristo, mas este lhe repreendeu dizendo: “acaso, pensas que não posso rogar a meu Pai, e ele me mandaria neste momento mais de doze legiões de anjos?” (Mt 26:53).

Enquanto você trilha o caminho das adversidades e tribulações, confie na proteção de Deus, mas não ande com o sentimento de colocar Deus à prova. Apenas seja prudente e descanse à sombra do Onipotente.

Pr André Schroder

quarta-feira, 20 de maio de 2020

EXPECTATIVA FRUSTRADA

Tu és aquele que deveria vir, ou devemos esperar outro? (Lc 7:20)

João Batista, tido como o maior entre os profetas, foi enviado para anunciar e preparar o povo judeu para a chegada do ministério do Messias e seus olhos contemplavam Jesus de Nazaré em grande expectativa e aguardava uma mudança radical em Israel, com a conversão do mais moço ao ancião; mas Jesus já sabia que seu ministério seria rejeitado e não haveria mudança radical imediata.

A expectativa de João Batista se transformou em decepção, pois não ocorreu a esperada revolução, e o batizador não parou seu ministério, continuou pregando e batizando, pois dizia consigo mesmo, o Nazareno deve ser outra voz que clama no deserto preparando o caminho para o Messias que há de vir.

Não é raro perceber o efeito da quebra de expectativas ao fazer planos e executá-los como se fossem os planos Deus. Quando percebo que as coisas não se resolvem como planejei e recebo outro resultado, sou tomado pela frustração e então discordo dos caminhos, métodos e oportunidade de agir estabelecidos por Deus.

É o comportamento de João Batista que se repete em mim, e fico decepcionado com Deus, visto que Ele não agiu para cumprir os meus planos e minhas expectativas. Esse sentimento leva à frieza espiritual, à falta de prazer na leitura da Bíblia. A oração se torna um peso que não posso suportar, a participação nos cultos se enche de enfado; nada satisfaz o meu espírito.

Se você se sente assim, é hora de rever seus conceitos quanto à soberania de Deus. Deus não está ao seu serviço. Ele diz que os pensamentos e caminhos de Deus não são iguais aos seus (Is 55:8) e é por isso que ele te chama para entregar o seu caminho ao Senhor, confiar nele, e o mais ele fará (Sl 37:5). É por isso que Deus não promete abençoar nossos caminhos e planos, mas promete nos conduzir pelo caminho que sobressai a justiça e o amor de Deus, pois esse é o caminho das bênçãos.

Ouça o salmista e aplique o ensinamento em sua vida: “agrada-te do Senhor, e ele satisfará os desejos do teu coração. Descansa no Senhor e espera nele; não te aborreças por causa daquele que prospera em seu caminho. (Sl 37:4,7).

Pr André Schroder

terça-feira, 19 de maio de 2020

MINISTRANDO GRAÇA

Não saia de vossa boca nenhuma palavra torpe; e sim unicamente a que for boa para edificação, para que ministre graça aos ouvintes. [Ef. 4.29]

O Apóstolo Paulo demonstrou preocupação com a vida do cristão que deve caminhar segundo os padrões de Deus, afastando-se da natureza do velho homem e para isso ele convoca os cristãos à santificação dizendo-lhes "rogo-vos […] que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados" (Ef 4.1). 

O cristão foi chamado para ser embaixador do reino dos céus e como representante de Cristo na terra, o cristão deve ter um linguajar adequado com a sua condição de representante de um Deus santo, puro e justo.

A palavra traduzida como torpe também indica aquilo que é podre ou que está estragado. Portanto, o cristão deve evitar todo e qualquer linguajar vulgar, indecoroso, de obscenidade, imoralidade, sensualidade, de excitamento erótico que leva à luxúria, ou qualquer outra palavra que leve à depravação moral, distorção dos bons costumes ou induzimento ao erro, de maledicência, maculado pela mentira, ou ainda de desconformidade com os padrões éticos e morais de Cristo Jesus.

Vemos que a palavra de um cristão deve ser edificante. Edificação nos dá a ideia de construção, de benfeitorias, de progresso e de prosperidade. Dai, Como poderá o cristão edificar seu ouvinte?

A edificação vem com a palavra que orienta, conforta, exorta, admoesta e auxilia o próximo a trilhar o caminho traçado por Deus para levar ao reino eterno, o qual é o caminho da graça salvadora, da graça justificadora, da graça consoladora e da graça santificadora.
Assim, é com palavras de edificação que o cristão se torna um despenseiro da graça de Deus, porém jamais podemos esquecer que "a boca fala daquilo que o coração está cheio" [Mat. 12.34], portanto, devemos nos encher da graça e da santidade de Deus para que possamos edificar nossos irmãos e assim transmitir-lhes a graça de Deus.

Pr André Schröder.

segunda-feira, 18 de maio de 2020

COMPANHEIRO DE JORNADA

E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos. (Mt 28:20)

 

É natural que o homem se sinta mais seguro quando enfrenta as dificuldades ao lado de alguém para dividir as cargas e até mesmo enfrentar os medos e compartilhar as angústias e foi por isso que Deus fez uma companheira para o homem, a fim de dividir a carga entre o casal.

Cristo Jesus, o Filho de Deus, foi feito homem e viveu entre nós. Ele experimentou a fome e a sede no deserto; sofreu o peso da cobrança e julgamento dos fariseus; suportou a amargura da traição e do abandono por seus discípulos; enfrentou o peso das injustiças e padeceu com escárnios, açoites e a crucificação.


Todo o sofrimento de Cristo, tudo que ele experimentou na carne, me dá a certeza que o conhecimento que Ele tem do meu ser vai além do conhecimento das minhas juntas e tendões, Ele conhece o meu interior; conhece os meus temores, as minhas aflições, os meus pensamentos.

Por conhecer a minha estrutura e as minhas emoções e os meus sentimentos, Deus se revela um pai amoroso que cuida dos seus filhos, pois Ele sabe qual é a minha força e também quando sou fraco e necessito do seu socorro.


Quando Jesus preparava seus discípulos para o calvário que Ele haveria de suportar, com o espírito cheio de amor dirigiu-lhes palavras de ânimo e conforto dizendo: No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.


Cristo venceu as hostes da maldade que afligem o homem e armam ciladas para ele pecar contra Deus. Ele venceu o poder do pecado sobre a vida, que é a dádiva de Deus para o homem. E, porque Ele venceu o mundo, a morte e também ressuscitou, Ele voltará para buscar aqueles que creem em sua vitória e nas promessas que Ele fez para sua igreja.


Enquanto aguardo o cumprimento das promessas do meu salvador, sei que não caminho só neste mundo. Porque Ele conhece a minha estrutura e as minhas necessidades  sei que Ele caminha ao meu lado todos os dias, pois sua promessa não tem ressalvas: estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos.


Pr André Schroder

domingo, 17 de maio de 2020

NA CONTRAMÃO DA VERDADE


Por que você mandou consultar Baal-Zebube? (2 Re 1:16)

A busca pela cura do corpo tem levado milhares de pessoas a procurarem a cura por processo espiritual que contradiz a crença e esperança ensinada no grande manual do espírito que é a Bíblia, a palavra de Deus. A mídia tem farto material para divulgar a exploração econômica e emocional que os curandeiros exercem contra aqueles que são cegos espirituais, exatamente por não conhecerem a verdade, pois a verdade liberta.

Acazias era um jovem rei que aprendeu buscar a direção de ídolos. Aqueles que tem boca mas não falam e não passam de um objeto inanimado. Quando sofreu um acidente e viu que não se recuperava, Acazias mandou mensageiros consultar e buscar a cura para sua doença com a divindade dos filisteus, Baal-Zebube, mas Deus mandou Elias impedir aquela missão com a mensagem: “não há Deus em Israel para mandar consultar Baal-Zebube?

A atitude de Acazias afrontou o Deus verdadeiro e por isso a resposta foi imediata e os mensageiros voltaram para informar ao rei que por sentença do Deus que tem poder para curar todas as doenças, Acazias morreria daquela enfermidade.

Assim como Acazias, muitos são aqueles que estão na contramão dos ensinamentos de Deus e colocam suas esperanças em ídolos, curandeiros, feiticeiros, cartomantes, quiromantes, adivinhos, astrólogos e também em horóscopos.

Muitos começam suas consultas a horóscopos como que em uma brincadeira, mas são arrastados para o ocultismo e aprisionados pelo senhor da mentira, Belzebu, o chefe dos demônios (Mt 12:24).

Jesus nos ensinou que não se deve preocupar em demasia com o dia de amanhã, pois basta a cada dia o seu mal. Assim, vale a pena buscar no ocultismo a previsão para o amanhã, selando aliança com Belzebu, se nosso futuro pertence a Deus?

Deus quer suprir as suas necessidades, mas Ele não quer que você faça aliança com o Príncipe das Trevas, pois nele há somente engano e por mais que sejam promissoras suas promessas, elas conduzem à morte. Portanto, declare a Deus “o meu futuro está nas tuas mãos” (Sl 31:15).

Pr André Schroder

quinta-feira, 14 de maio de 2020

O NOVO NASCIMENTO

 Ninguém pode ver o Reino de Deus, se não nascer de novo (Jo 3:3)

Nicodemos é aquele fariseu que em uma noite procurou Jesus para uma conversa franca sobre a salvação de sua alma. Mesmo interessado nas coisas espirituais e com um profundo e sincero desejo de obedecer a Deus, Nicodemos escolheu agir anônima e clandestinamente, pois temia a reação dos colegas do sinédrio que era a corte judaica. Nicodemos estava preocupado com a opinião pública, com o que pensariam dele e não estava disposto a se expor como um novo "crente", seguidor de Cristo.

Hoje, ao olhar para nossas igrejas podemos identificar vários nicodemos que se encontram com Cristo mas não se declaram seus seguidores. Apenas seus "irmãos de igreja" os reconhecem como cristãos, mas os colegas de trabalho, escola, futebol, salão de beleza, vizinhos e familiares nunca ouviram uma só palavra de testemunho que os identifiquem como cristãos.

Glória a Deus porque germinou a semente da fé no coração de Nicodemos e aquele que tinha por significado do nome "vencedor sobre o povo", venceu o medo do povo e se tornou intrépido e destemido, ao ponto de honrar a Cristo, preparando-lhe o corpo, já sem vida, para o sepultamento, enquanto todos os discípulos estavam amedrontados e sem ousadia para tirar o corpo de Cristo do martírio da cruz [Jo 19.39].

A Bíblia nos ensina a não desprezar aquilo em que Deus se compraz, pois o Senhor pode fazer grandes coisas a partir dos humildes começos [Zac 4.10], mas para isto é necessário o crescimento e o fortalecimento espiritual que teve início com o nascimento pela fé em Cristo, o "novo nascimento".

Paulo nos adverte para que passemos do leite espiritual para o alimento sólido, que corramos a carreira proposta, que prossigamos para o alvo, que atinjamos o padrão proposto para o cristão, tudo como sinônimo do crescimento decorrente do "novo nascimento", pois aquele que nasce do espírito não nasce em plenitude, mas deve crescer até atingir a perfeita varonilidade, a medida da estatura da plenitude de Cristo [Ef 4.13].

Assim, como Nicomemos, cresçamos na vida lá do alto. Cresçamos em espírito e deixemos toda timidez para testemunhar que Cristo é o único caminho que leva aos céus.

Pr André Schröder. 

quarta-feira, 13 de maio de 2020

DEUS DÁ FORÇA AO QUE NÃO TEM VIGOR

Levanta-te e come, porque a viagem será muito longa. (1 Re 19:7)

Elias foi um profeta que serviu a Deus em fidelidade e deu provas de que era instrumento do Deus Vivo. Depois de lutar contra a frieza espiritual e abandono da fé por seu povo, ele anunciou que haveria uma grande seca e somente quando ele rogasse a Deus é que haveria chuva sobre a terra. Mesmo padecendo com seca o povo não se arrependeu dos seus pecados e então Elias orou e pediu a manifestação de Deus para dar provas da veracidade da sua mensagem e Deus fez descer fogo dos céus e depois, segundo a palavra de Elias veio a chuva, mas isso não foi suficiente para que o povo se convertesse ao Senhor e Elias foi perseguido e queriam lhe tirar a vida.

O homem que viu a manifestação do poder de Deus na medida das suas orações foi profundamente abalado diante da perseguição e então fugiu para o deserto, deixando para trás seu companheiro de fé e ministério. O isolamento aumentou a angustia de Elias e ele se sentiu sem forças, derrotado, sem esperança e então gritou: "Já tive o bastante, Senhor. Tira a minha vida”.

O grande profeta deixou de olhar para o Deus Todo Poderoso e olhava para si mesmo com profundo sentimento de comiseração. Ele buscava forças em si, onde já havia se esgotado, e então pediu a morte ao único que poderia lhe restaurar o vigor.

Glórias ao nosso Deus que é misericordioso e compassivo, pois ao contemplar a fraqueza do seu servo, que antes foi gigante na fé, não bradou com voz de trovão abalando os fundamentos da terra para fazer Elias se levantar e enfrentar suas tribulações, mas com ternura mandou seu anjo preparar pão feito especialmente para Elias e também água para refrigério do seu corpo.

Deus não abandonou seu servo caído, pois Ele é quem “fortalece ao cansado e dá grande vigor ao que está sem forças” (Is 40:29). Por isso, se você está abatido, faça como o salmista Davi, quando experimentou o mesmo sentimento ele clamou: “por que você está assim tão triste, ó minha alma? Por que está assim tão perturbada dentro de mim? Ponha a sua esperança em Deus! Pois ainda o louvarei; ele é o meu Salvador” (Sl 42:5).

Pr André Schroder

terça-feira, 12 de maio de 2020

POSSO AGRADAR O CORAÇÃO DE DEUS?

O Senhor procurou um homem segundo o seu coração (1Sm 13:14)

Na caminhada cristã temos como alvo alcançar a estatura do varão perfeito, que é Cristo Jesus. Procuramos compreender a mente de Cristo para agir em conformidade com a vontade de Deus. Entretanto, ser iguais a Cristo Jesus parece ser um alvo muito distante, pois Jesus foi completamente santo, o Filho de Deus, mas quando olhamos para Davi, o homem segundo o coração de Deus, encontramos um homem imperfeito, que pecou, mas que agradou ao coração puro e santo de Deus. Qual foi seu segredo?

Ao contemplar os céus e a natureza, Davi viu o poder e a sabedoria do Criador. Deus é maior que todo o universo. Seu poder sustenta cada astro em seu devido lugar. Sua sabedoria supera todas as leis que governam a natureza e mesmo com tanto poder, Davi sentiu que o Regente do Universo se importa com o homem, lhe dá o sustento e o livrava dos perigos que enfrenta.

Essas experiências fizeram Davi reconhecer o amor de Deus e também nutrir a certeza de que Deus conduz a história do homem e todas suas circunstâncias e por isso ele tinha um coração grato e continuamente louvava seu Pai pelo poder, amor e proteção. Essa contínua gratidão e fé faziam Davi desejar sempre a comunhão com Deus, levando-o a orar, meditar nos preceitos de Deus, cantar louvores e confiar plenamente na direção do seu Pastor Divino.

Quando Davi se sentiu seguro em seu palácio e certamente sem a dependência de Deus, ele caiu nas ciladas do Diabo e pecou, porém a consciência do pecado trouxe também a necessidade de perdão, pois não poderia andar em rebelião e longe da comunhão com o Deus que é a sua rocha, o seu abrigo e a sua herança na terra dos viventes. Perder a comunhão com Deus seria perder a própria vida e Davi não poderia jamais viver sem se reconciliar com Aquele que ele tanto amava.

A consciência do poder de Deus, a certeza do amor do Pai Provedor e o sentimento de completa dependência do seu Escudo Protetor, fez Davi prestar contínuos louvores de gratidão a Deus e isso agradou o Criador.  Que possamos aprender com Davi, o homem segundo o coração de Deus.

Pr André Schroder

segunda-feira, 11 de maio de 2020

CHUVAS DE BÊNÇÃOS

Na estação própria farei descer chuva; haverá chuvas de bênçãos.
(Ez 34:26)

Nos últimos dias recebemos uma suave chuva que caiu sobre a terra, chamada em Israel de chuva serôdia, a qual me fez lembrar de uma experiência marcante que foi acompanhar cardumes com milhares de peixes subindo o Rio Araguaia no período da piracema. Ao sinal das primeiras chuvas de outubro em Goiás e Tocantins, se formam os cardumes que nadam até quinhentos quilômetros para então se reproduzir, descansar nos lagos que se formam à margem do rio e depois retomar à origem para piracema do ano seguinte. A chuva determina o período da piracema, pois ela proporciona o ambiente favorável para a reprodução dos peixes e há espécies que não se reproduzem sem passar por esse processo. Sem as chuvas esses peixes podem chegar à extinção.

Ao firmar a aliança com o povo de Israel, Deus prometeu que se os filhos de Deus obedecessem atentamente o mandamento de amar e servir de todo o coração seu Deus Criador, então ele daria a chuva no tempo certo (Dt 11:13-14) e no Sermão do Monte Jesus advertiu que a chuva cai sobre justos e injustos, mas que não deveríamos negligenciar os mandamentos de Deus (Mt 5:45).

As estações, sobretudo o período chuvoso, revelam a bondade e o cuidado de Deus para com a sua criação e em especial para com o homem. Assim, as chuvas representam a preservação da vida segundo a graça de Deus e isso é motivo para se alegrar e regozijar no Senhor da vida que dá a chuva em medida justa.

Sabemos que as misericórdias do senhor são a causa de não sermos consumidos, e quando testemunhamos a bondade do senhor que derrama chuvas sobre o seu povo, podemos lembrar-nos da promessa de que o povo de Deus teria chuvas de bênçãos. Tal promessa faz renovar a nossa esperança e fé na aliança com o Deus Pai. Temos recebido chuva no seu devido tempo e estas são chuvas de bênçãos para a continuidade da vida, assim como na piracema.  Pela fé, rogo as bênçãos de Deus, pois o justo viverá por sua fé (Hc 2:4) e eu creio no Deus que  supre todas as minhas necessidades.


Pr André Schroder

domingo, 10 de maio de 2020

DEUS É A MINHA ESPERANÇA

Ó minha alma, descansa somente em Deus, porque dele vem a minha esperança. (Sl 62:5)

Quando passamos por tribulações ou por situações que estão fora do nosso controle, preocupamo-nos de tal forma que ficamos ansiosos, pois a mente começa a criar hipóteses de cenários desfavoráveis por não saber qual a solução para as questões que nos interessam e não podem ser decididas por nós.

Essa ansiedade pode surgir enquanto você aguarda a decisão de uma entrevista de emprego, o resultado de uma prova de seleção, a decisão de um filho que não lhe escuta, a promoção tão desejada no emprego ou até mesmo quando a promoção é para outras pessoas, pois um novo chefe assumirá o departamento e então tudo poderá ser diferente para você.

O Salmo 62 demonstra um exercício diário feito por Davi enquanto ele enfrentou oposição de homens que queriam derrubá-lo. Eles o  atacavam a ponto dele se sentir como um muro prestes a cair. Diariamente Davi dizia para si: “Somente em Deus, ó minha alma, espera silenciosa; dele vem a minha salvação”.
A atitude de Davi, de esperar em Deus não caracteriza negligência, omissão ou covardia daquele homem que se sentia perseguido diante daqueles que queriam derrubá-lo, mas antes demonstra sua confiança naquele que dirige a história da humanidade e que também se importa com seus filhos, preparando socorro nas tribulações e livrando das ciladas dos homens maus.

Em Deus Davi sempre encontrou abrigo seguro, por isso ele sempre declarava que “só ele é minha rocha e minha salvação; ele é minha fortaleza; não serei abalado” (v. 6). Essa certeza dava forças a Davi e a cada dia ele renovava suas experiências com o Deus da sua esperança.

Não importa o tamanho da minha tribulação, não importa se passarei na seleção para a qual me preparo, não importa se terei o emprego desejado, não importa se serei promovido, uma coisa eu sei, receberei a graça de Deus e Ele fará o melhor para mim. Direi à minha alma, descansa somente em Deus, porque dele vem a minha esperança, o meu livramento, a minha vitória e a minha paz.

Pr. André Schroder 

quinta-feira, 7 de maio de 2020

A ERA DO MEDO


“[...] não vos inquieteis, dizendo: Que havemos de comer? [Mt6:31]

Estamos vivendo a “ERA DO MEDO”. O medo é tamanho que fez surgir uma nova doença: a síndrome do PÂNICO! E já é considerada um problema de saúde que preocupa os especialistas. São pessoas que relatam que possuem tanto medo que se atemorizam com a simples ideia de sair para ir ao mercado. Certo paciente relatou ao seu psicólogo: "De repente, eu senti uma terrível onda de medo, sem nenhum motivo. Meu coração disparou, tive dor no peito e dificuldade para respirar. Pensei que fosse morrer".

Essas pessoas chegaram a essa condição não por uma situação fática, real ou iminente, mas sim por um perigo imaginário, pelo medo do futuro.

Jesus Cristo, há dois mil anos, fez uma advertência muito atual e hoje os homens padecem por não dar ouvido à sua voz. Em Mateus capítulo 6, versículo 25, Ele diz: "Não estejais ansiosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer, ou pelo que haveis de beber; nem, quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que o vestuário"?
Convido você a pensar e refletir: Pode o Homem viver sem medo ou temor? Em que está centrada a sua preocupação, em coisas passageiras ou eternas?
Ouça agora o que Cristo tem a lhe dizer: "e não temais os que matam o corpo, e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo [Mateus 10:28].

Suas preocupações, suas angustias cuidam somente dos teus dias sobre a Terra? O que você tem preparado para depois de sua morte, existe alguma certeza ou esperança? “...Não temais os que matam o corpo ... temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo”.

Cristo quer lhe dar a esperança e certeza de uma vida nos céus, mas também Ele quer lhe dar paz e segurança enquanto caminha neste mundo turbulento, confiando em Deus que é o provedor do universo. Deus Cuida da sua vida.  Tenha uma experiência com Deus! Conheça a Bíblia!
Pr André Schröder

quarta-feira, 6 de maio de 2020

ANDANDO COMO JESUS ANDOU

Aquele que crê em mim fará também as obras que tenho realizado. (Jo 14:12)

Em todos os dias do seu ministério Jesus procurou, com zelo, cumprir o propósito de sua vida: revelar o Pai, o Deus criador e reconciliar o homem que se afastou do Deus Santo em razão do pecado. Jesus andava ensinando com palavras e ações. Enquanto dava provas do amor de Deus para com os homens, sempre advertiu sobre a justiça e o juízo de Deus que condena o pecado na vida do homem.
Ao cumprir seu ministério terreno, Cristo comissionou a todos os que creem na sua missão e obra, para que continuem ensinando e fazendo discípulos, não apenas com palavras, mas com as obras que revelam o amor do Pai, para que cada cristão seja a luz que ilumina e revela O Caminho, que é O Cristo que conduz até Deus.
Para ser a luz que revela O Cristo, tenho que andar em conformidade com os ensinamentos de Jesus e deixar que a sua palavra e o seu poder possam mudar o meu jeito natural de ser.
Se eu leio e medito sobre os ensinamentos de Cristo, como saberei que eles têm influenciado minha vida?
Saberei que os ensinamentos de Cristo estão agindo em minha vida quando perceber que minhas ações que eram pura intolerância para com meu amigo, agora dão lugar à paciência e amabilidade para suportar seus “defeitos” e até mesmos seus ataques provocativos e injustos. 
Saberei que minha luz revela a Cristo quando as atitudes que antes eram decidas pelo princípio do egoísmo agora são decididas em razão do amor ao próximo que dirige a minha mente.
Saberei que o Espírito de Deus conquistou minha mente quando a injustiça com o próximo doer em meu coração e o sofrimento dos outros deixarem de ser indiferentes para mim e despertarem atos de bondade para com o próximo.
Saberei que faço as mesmas obras de Cristo quando deixar que Ele domine minha mente, abandonando o pecado, buscando a glorificação de Deus e cooperando para a edificação da igreja que é o Corpo de Cristo.
Saberei que estou pronto para que o propósito de Deus se cumpra em minha vida quando eu alcançar a mente de Cristo Jesus.
Pr André Schroder

terça-feira, 5 de maio de 2020

ZELO EM TODAS AS COISAS


Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças. (Ec 9:10)

A consciência determina os atos e nossos atos são executados conforme o nosso caráter.

A Bíblia diz que um caráter indolente, preguiçoso, desleixado ou negligente sempre conduzirá à ruína e aponta como exemplo a casa do indolente, cujo “teto desmorona por causa da preguiça; a casa tem goteiras por causa da lerdeza das mãos”, pois o preguiçoso cai em profundo sono e sua alma padece de fome (Ec 10:18; Pv 19:15).

Veja que a ruína do preguiçoso não é apenas material, por ele deixar de trabalhar é também uma ruína espiritual, pois a alma do preguiçoso padece de fome. Mesmo sabendo que Jesus é o pão que desceu dos céus, o preguiçoso não procura alimentar sua alma com o conhecimento de Cristo, uma vez que lhe falta disposição para ler ou ouvir falar dos ensinamentos transmitidos por Deus.

O Rei Davi declarou que “o testemunho do Senhor é fiel e dá sabedoria aos simples. [...] São mais desejáveis que o ouro, [...], mais doces do que o mel que goteja dos favos” (Sl 19:7-10). Cristo é a testemunha de Deus que desceu dos céus e Ele nos chama para aprender dEle, mas se a preguiça e o desleixo nos impedir, jamais descobriremos seus tesouros celestiais.

O grande rei Salomão nos advertiu para fazer todas as nossas obras com cuidado, zelo, dedicação e esforço. Este é um princípio de vida que não admite exceções. Deverá estar presente em tudo que você fizer: nos estudos, no desempenho do seu trabalho, no auxílio a um amigo, nas tarefas da casa, no trato com sua família, nas missões da igreja e sem se esquecer da sua vida devocional de estudo e meditação na palavra e na oração.

Quando você entender que tudo deve ser feito conforme as suas forças, saberá que tudo encontrará o devido peso e prioridade em sua agenda, fazendo todas as coisas no seu devido tempo, pois há tempo para tudo debaixo dos céus. Quando esse princípio for adotado, tenha certeza que trilhará o caminho do sucesso, pois todas as coisas serão feitas para glória de Deus.
Pr. André Schroder