Na
estação própria farei descer chuva; haverá chuvas de bênçãos.
(Ez
34:26)
Nos últimos dias recebemos
uma suave chuva que caiu sobre a terra, chamada em Israel de chuva serôdia, a
qual me fez lembrar de uma experiência marcante que foi acompanhar cardumes com
milhares de peixes subindo o Rio Araguaia no período da piracema. Ao sinal das
primeiras chuvas de outubro em Goiás e Tocantins, se formam os cardumes que
nadam até quinhentos quilômetros para então se reproduzir, descansar nos lagos
que se formam à margem do rio e depois retomar à origem para piracema do ano
seguinte. A chuva determina o período da piracema, pois ela proporciona o
ambiente favorável para a reprodução dos peixes e há espécies que não se
reproduzem sem passar por esse processo. Sem as chuvas esses peixes podem
chegar à extinção.
Ao firmar a aliança com o
povo de Israel, Deus prometeu que se os filhos de Deus obedecessem atentamente o
mandamento de amar e servir de todo o coração seu Deus Criador, então ele daria
a chuva no tempo certo (Dt 11:13-14) e no Sermão do Monte Jesus advertiu que a
chuva cai sobre justos e injustos, mas que não deveríamos negligenciar os
mandamentos de Deus (Mt 5:45).
As estações, sobretudo o
período chuvoso, revelam a bondade e o cuidado de Deus para com a sua criação e
em especial para com o homem. Assim, as chuvas representam a preservação da
vida segundo a graça de Deus e isso é motivo para se alegrar e regozijar no
Senhor da vida que dá a chuva em medida justa.
Sabemos que as
misericórdias do senhor são a causa de não sermos consumidos, e quando
testemunhamos a bondade do senhor que derrama chuvas sobre o seu povo, podemos
lembrar-nos da promessa de que o povo de Deus teria chuvas de bênçãos. Tal
promessa faz renovar a nossa esperança e fé na aliança com o Deus Pai. Temos
recebido chuva no seu devido tempo e estas são chuvas de bênçãos para a
continuidade da vida, assim como na piracema.
Pela fé, rogo as bênçãos de Deus, pois o justo viverá por sua fé (Hc
2:4) e eu creio no Deus que supre todas
as minhas necessidades.
Pr
André Schroder
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