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quinta-feira, 17 de setembro de 2020

CONSCIÊNCIA DO EVANGELHO

E o sumo sacerdote voltou a interrogá-lo, perguntando-lhe: Tu és o Cristo, o Filho do Deus bendito? Jesus respondeu: Eu sou. E vereis o Filho do homem assentado à direita do Poderoso, vindo com as nuvens do céu.

[Mc 14:61,62]

 

Jesus tinha plena consciência da sua divindade e também da sua humanidade. Enquanto filho de Deus, Ele sabia que subiria aos céus e ocuparia seu lugar de honra à direita do Pai e em sua plena humanidade Ele sabia que morreria, porém sua vida não seria tirada, mas Ele, santo e sem pecado, o filho de Deus, se entregaria voluntariamente para sofrer a pena do pecado, que é a morte.

Ao executar a pena por uma dívida que Jesus não produziu, o Pai atribuiu esse pagamento aos que creem e confessam que sua dívida foi paga por aquele que não tinha a dívida do pecado, mas que morreu para pagá-la.

O sacrifício de Cristo pode parecer distante no tempo, porém ele se faz presente na vida daqueles que creem e esperam sua volta para que o cumprimento da promessa seja completo. Em breve chegará o dia em que todo olho verá o Homem-Deus vindo sobre as nuvens. Maranata! Ora vem Senhor Jesus!
Pr André Schroder

quinta-feira, 16 de julho de 2020

INDIGNO, PORÉM RESGATADO

 

Disse-lhe Pedro: Nunca me lavarás os pés. Respondeu-lhe Jesus: Se eu te não lavar, não tens parte comigo. [Jo 13:8]

 

Pedro não havia entendido a obra de Cristo e não aceitou que Jesus lhe lavasse os pés, pois o mestre é revestido de autoridade e o súdito lhe serve para alcançar merecimento.


Cristo Jesus quebrou a lógica humana da autoridade, servidão e merecimento, ao vir a este mundo desprovido da glória celestial para servir como resgatador da dívida do homem para com Deus.


Aquele que tem direito de cobrar toda dívida da criação, veio, não para cobrar, mas para pagar pela dívida da criatura. O Filho pagou pela afronta ao Pai e livrou a criação da morte eterna.

A obra de Cristo está completa. O homem não pode nem mesmo lavar os pés do seu criador para que mereça a sua benevolência.


Se você quer ter parte com Cristo Jesus e se tornar membro da família celestial, creia que o Filho de Deus já pagou a sua dívida. Não há mais nada que você possa fazer para comprar o favor de Deus. A única obra possível é a fé, amor e gratidão pelo que foi feito por Cristo.


Somente a obra da cruz garante a vida eterna.
Pr André Schroder

quarta-feira, 24 de junho de 2020

JESUS, O VERBO DE DEUS

No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, pleno de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai.  [Jo 1.1,14]

Ao dizer que “no princípio era o verbo”, o ensinamento do Apóstolo João é mais profundo que a ideia de presença ou existência de Cristo no momento da criação. O "verbo" significa mais que uma "palavra" ou "conceito", é a expressão da ação criadora de Deus ou a expressão de revelação de Deus por meio da sua palavra que mostra seu caráter e também faz conhecer a vontade de Deus ao homem. O "Verbo", para João, é o próprio Deus em ação e em revelação ao homem.

Deus criou o mundo pela "palavra". A ordem de Deus foi suficiente para fazer existir as coisas e também dominar a natureza, pois, a exemplo, Ele disse "haja luz, e houve luz". Pela mesma palavra Deus também transmitiu os mandamentos a seu povo e lhes ensinou que Ele se alegra com a justiça, a misericórdia, com a compaixão e com o amor.

Conheça e siga o verbo de Deus, que é Cristo Jesus, o qual veio ao mundo para que você conheça o Pai cheio de graça e misericórdia.
Pr André Schroder

terça-feira, 2 de junho de 2020

O REINO DOS CÉUS NA TERRA


Agora será expulso o príncipe deste mundo. (Jo 12:31)

Ao aproximar a hora em que Cristo seria crucificado Ele se mostrou preocupado com aquele grupo de discípulos que não tinha certeza quanto às coisas futuras, e em suas palavras de encorajamento Ele lhes prometeu a sua paz e disse que ela não é como a paz oferecida pelo mundo [Jo.14.27].

Para instruir sobre o mistério da paz divina, Cristo disse que se alguém o ama, guardará as suas palavra, e o Pai o amará,  e então farão nele morada por meio do Espírito Santo, o qual tem a função de instruir, guiar e também de consolar o cristão.

Sim, o alto, sublime e eterno Deus habita na pequena e frágil criatura que  o ama e guarda as suas palavras!
É maravilhoso saber que o amor ao Pai faz o coração do homem se abrir para o Santo Espírito e assim desfrute da paz de Cristo que é produzida pelo consolo do Espírito que também fortalece a fé e a esperança quanto ao cumprimento das promessas de Deus.

Somente o amor a Deus e o reconhecimento e gratidão pelo sacrifício de Cristo, nos faz aproximar dos ensinamentos da Bíblia para então afastar as ilusões do pecado oferecidas pelo príncipe deste mundo, que é Satanás, pois quando somos atraídos pelo amor de Deus, reconhecemos que é necessário expulsar toda influência pecaminosa, afinal, o maligno nada tem a ver com o reino de Deus [Jo.14.30].

O apóstolo Paulo nos adverte para não dar lugar ao Diabo e também não entristecer o Espírito Santo de Deus que habita em nós, para tanto, devemos fugir do engano do príncipe deste mundo e praticar as obras do Espírito [Ef. 4.27-30].

A Carta do apóstolo Tiago nos ensina a sujeitar à Deus e resistir ao Diabo. Se você buscar a comunhão com Deus e seguir os seus ensinamentos, o príncipe deste mundo não terá lugar em sua vida e você poderá sentir a alegria e paz que Cristo dá a todo aquele que ouve e pratica as palavras da verdade.

Guia-me, ó Deus, pelas veredas da justiça e que eu seja uma testemunha viva das suas promessas.

Pr André Schroder

segunda-feira, 25 de maio de 2020

CEGOS DE NASCENÇA

Uma coisa sei: eu era cego e agora vejo."  (João 9:25)

O Evangelho de João conta a história de um cego de nascença que foi curado por Jesus. Não sabemos o seu nome, sua origem ou onde morava, mas é um legítimo representante daqueles que vivem no anonimato e transitam pelas ruas sem serem notados pela maioria das pessoas. Não fazemos nada de extraordinário e não somos lembrados por grandes feitos ou bondade excessiva, assim como as pessoas não estão a apontar nenhum erro, transgressão às normas sociais ou pecado social reprimível.

A história daquele cego foi contada  para nos ensinar que todo homem é cego espiritual de nascença, mas que Deus quer restaurar nossa visão espiritual.  A Bíblia nos diz que o homem nasce em pecado e vive em transgressão e desobediência a Deus por cultivar o egoísmo, praticar a maldade e também por não reconhecer a soberania, o amor e os ensinamentos de Deus.

Somente após ser tocado por Jesus, o Senhor da Vida, é que aquele cego passou a ver, assim como somente se você for tocado pelo Espírito de Deus é que seus olhos espirituais se abrirão para contemplar a Deus e sua salvação. Para receber essa cura, basta entender que com o pecado o homem se afastou de Deus, mas Jesus o próprio filho de Deus, veio ao mundo e Ele foi o único capaz de cumprir plenamente a vontade do Pai, mas pela minha incapacidade de fazer a vontade de Deus, Jesus morreu em uma cruz para pagar pelos meus erros.

A morte de Cristo não foi um acidente. Sua morte foi uma entrega como único pagamento possível pelo pecado da humanidade, porém esse não é o resgate universal dos homens, pois em sua infinita sabedoria, Deus resolveu abrir os olhos espirituais pela fé no poder da morte e ressurreição de Cristo e então o Deus Onipotente estabeleceu a sentença: “quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado” e “aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus” (Jo 3:18; 1:12).

Peça, hoje mesmo, que Cristo abra seus olhos para que você veja as verdades espirituais e o poder do único que pode nos dar a vida eterna, para que assim você possa dizer, "uma coisa eu sei: eu era cego, e agora vejo".

Pr André Schröder

domingo, 24 de maio de 2020

O ANTÍDOTO PARA O PECADO

E acontecerá que todo aquele que for mordido e olhar para ela preservará sua vida. (Nm 21:8)

O livro de Números, no capítulo 21, conta a história do povo de Israel que sofreu o ataque de serpentes com picadas letais. Deus mandou fazer uma serpente de bronze e todos que eram picados se curavam somente se olhassem para a serpente de bronze.

A narrativa do Éden, encontrada no livro do Gênesis, mostra que satanás usou a serpente para seduzir o casal, coroa da criação, para se rebelar contra a ordem de Deus. O veneno destilado naqueles corações puros e sem maldade produziu o pecado que traz a morte, que é a separação do Deus criador. A serpente colocou no coração do homem a inveja, o egoísmo e a vontade de praticar aquilo que é mau. Quando essa substância entrou no coração humano toda a bondade da alma foi corrompida e deu lugar à dúvida quanto à justiça e sinceridade de Deus. A confiança e satisfação em Deus perdeu seu lugar, o qual foi tomado pelo sentimento de necessidade ou falta de algo mais, para então cobiçar aquilo que não lhe pertencia e do qual não era carente.

O veneno corrompeu a verdade e o conhecimento sobre Deus, e também corrompeu a moral do homem e destruiu as bases para uma vida saudável. Ceifou a compaixão pelo próximo e semeou a retribuição do bem com o mal. Corroeu a tolerância com os erros do irmão e solidificou a ira e o sentimento de discórdia, abrindo caminho para maledicência, intriga, dissenção e até guerras. Aniquilou a satisfação com Deus e instalou a autossatisfação ou satisfação em si mesmo e de si mesmo, fazendo crescer o egoísmo, a cobiça, a avareza, a lascívia, prostituição e toda imoralidade, de onde surgem os ciúmes e o linguajar obsceno.

O veneno da serpente tirou a capacidade do homem caminhar em busca da cura para o seu mal, mas Cristo Jesus deixou o céu ao encontro ao homem, tomou sobre si o meu e o seu pecado e produziu o antídoto para que todo aquele que olhar e crer no poder de Cristo Jesus seja então curado do pecado e reconciliado com Deus. Somente em Cristo Jesus podemos encontrar o antídoto para o nosso pecado e separação de Deus.

Leia a Bíblia e experimente o poder da palavra de Deus.

Pr André Schroder

quinta-feira, 30 de abril de 2020

CELEBRAÇÃO À FAMÍLIA

Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam. (Sl 127:1)

No mês de maio as igrejas celebram o mês da família, pois ela é a instituição de Deus que indica a saúde espiritual da sociedade. Uma sociedade em que há famílias que se orientam segundo o padrão e caminho estabelecidos por Deus, é uma sociedade solidária, que exerce o amor ao próximo e é capaz de banir a indiferença com o sofrimento alheio, estabelecer a justiça social e promover a paz.

Por outro lado, quando Deus não faz parte da família, e os princípios Divinos são esquecidos e o temor a Deus é abandonado, o reino do lar é entregue ao príncipe das trevas, e então predomina a discórdia, intriga, egoísmo, brigas, violência, agressões físicas e morais, além das traições e adultérios que culminam com o esfacelamento da família. Separa-se a família em busca da felicidade, sem saber que o propósito de Deus é unir e edificar a família em paz.

Quando a família é regida segundo os padrões do reino de Deus, o governo que se estabelece é com base no princípio do amor e então os problemas são resolvidos, um a um, aplicando a humildade, respeito e serviço mútuo, crescendo a  disposição para renunciar o egoísmo e oferecer o perdão, abrindo o caminho para harmonia, paz, alegria e felicidade.

A harmonia no lar é um elemento que requer uma responsabilidade conjunta  da família, a qual deverá cultivar o hábito de buscar a direção e orientação de Deus não só nos momentos de dificuldades, mas diariamente, para que o temor do Senhor prevaleça na casa.

A palavra de Deus tem vários conselhos e princípios para serem aplicados à família, portanto leia a Bíblia, em especial as cartas de Paulo aos Efésios, aos Colossenses, a primeira carta de Pedro e o livro de Provérbios. Coloque na presença de Deus a sua disposição em edificar uma família segundo os padrões de Deus. Peça a Ele sabedoria e ação do Espírito Santo para restaurar o amor dentro do seu lar.
Pr André Schröder. 

quinta-feira, 9 de abril de 2020

FOI POR AMOR

Jesus disse: "Está consumado! (Jo 19:30)

Há quase dois mil anos, em um dia de Páscoa, o Filho de Deus viu o raiar do dia em grande sofrimento. Ele foi preso, acusado por falsas testemunhas, sofreu açoites, sua cabeça sangrou com uma coroa de espinhos. Suportou escárnios, carregou uma cruz em seus ombros, suas forças desfaleceram. Suas mãos foram cravadas em uma cruz levantada entre dois malfeitores e enquanto os acusadores zombavam d’Ele, o escrito do crime cometido foi colocado sobre a cruz: JESUS NAZARENO, O REI DOS JUDEUS.

Mesmo pendurado em um madeiro, sofrendo dores lancinantes, enquanto os pulmões eram estrangulados pela crucificação, faltando-lhe ar, Cristo Jesus clamou: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.
Ao homem faltam palavras para narrar o sofrimento de Cristo, mas também o amor de Jesus que clama ao Pai: perdoa-lhes!

Cristo Jesus deixou a glória dos céus, seu trono, sua majestade, sua imortalidade e seu poder excelso para se tornar homem, sujeito aos mesmos sentimentos e sofrimentos humanos, tudo com um único propósito: Para que um justo morresse pagando a dívida do pecado. Qualquer homem, durante toda sua vida não pode pagar pelos seus pecados, pois o homem é eternamente devedor. Mas Cristo Jesus, o Justo,  o Filho de Deus, sofreu e morreu para justificar e resgatar todo aquele que crê no poder do seu sacrifício.
Para dar provas da validade do seu sacrifício, Cristo foi zeloso por cada profecia a seu respeito. Quando viu que era chegada a hora da entrega de sua vida, Jesus disse: tenho sede! Mas Ele sabia que lhe negariam água e lhe dariam vinagre. Então, em um último esforço Cristo bradou: está consumado!
Diante daquele brado, ao meio dia, os céus se escureceram. Os céus deram testemunho de que o Filho de Deus entregou seu Espírito nas mãos do Pai Celestial que o enviou para consumar a obra da redenção do homem.

Está consumado! O ministério de Cristo foi consumado. O pagamento da dívida do pecado humano foi consumado. A justificação do homem perdido foi consumada. A abertura dos portões celestiais ao homem de fé foi consumada.

Maranata! Ora vem, Senhor Jesus!
Pr André Schroder

sábado, 19 de setembro de 2009

A ERA DO MEDO: Pode o homem viver sem medo ou temor?

HOMILIA
André Luiz Gomes Schröder
“[...] não vos inquieteis, dizendo: Que havemos de comer? ou: Que havemos de beber? ou: Com que nos havemos de vestir?” [Mateus 6:31]

Quantos de vocês já investiram em segurança? Muros altos, portas reforçadas, grades nas janelas, alarmes nos carros... Quem já chegou a casa tarde da noite e ficou com medo, olhando para os lados com receio de ter alguém escondido à espreita?
Medo, segundo o Dicionário Aurélio, é “sentimento de grande inquietação ante a noção de um perigo real ou imaginário, de uma ameaça; susto, pavor, temor, terror”.
Estamos vivendo a “ERA DO MEDO”. O medo é tamanho que há o surgimento de uma nova doença: a síndrome do PÂNICO! Esta doença já é considerada um problema sério de saúde. Atualmente 2 a 4% da população mundial sofrem deste mal, que acomete mais mulheres do que homens em uma proporção de 3 para 1. São pessoas que relatam que possuem tanto medo que “toda vez que  me preparo para sair, tenho aquela  desagradável sensação no estômago  e me aterrorizo pensando que vou ter outra crise de pânico”.
Outro paciente relatou ao seu psicólogo: "De repente, eu senti uma terrível onda de medo, sem nenhum motivo. Meu coração disparou, tive dor no peito e dificuldade para respirar. Pensei que fosse morrer".
Essas pessoas chegaram a essa condição não por uma situação fática, real ou iminente, mas sim por um perigo imaginário, pelo medo do futuro.
Jesus Cristo, há dois mil anos, fez uma advertência muito atual e que hoje os homens padecem por não dar ouvido à sua voz. Em Mateus capítulo 6, versículo 25, Ele diz:
[...] Não estejais ansiosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer, ou pelo que haveis de beber; nem, quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que o vestuário?
Convido você para pensar e refletir: Pode o Homem viver sem medo ou temor? Onde está sua preocupação? Onde está concentrada sua atenção na direção da sua vida?

1 TEMOR MALÍGNO DO PRESENTE SÉCULO
Para que o receio chegue ao medo, ao temor, ao pânico, é necessário desencadear um processo de constante temor, fruto de uma constante insegurança. Insegurança quanto ao trabalho, a escola, alimento, vestuário; insegurança na vida sentimental; insegurança por querer se autoafirmar perante os amigos. É querer mostrar o último lançamento de celular, mostrar o “carrão”, a calça de grife, o MPTudo. 
Muitos estão ansiosos porque tem medo do sofrimento. Aquele sofrimento que pode vir pela dor em razão de uma doença que não é tão grave como verdadeiramente é, mas o sofrimento, este sim, é grave como se já estivesse à beira da morte.
Há o sofrimento pela falta do alimento ante a absoluta falta de possibilidade de prover a subsistência, mas há também a falta de alimento em razão dos gastos com o vício ou com a vaidade. São pessoas que nunca deram ouvido à voz do profeta  Isaías “porque gastais o vosso dinheiro naquilo que não é pão, e o vosso suor, naquilo que não satisfaz? (55:2). A vaidade consome a maior parte do salário das pessoas.
Em meio ao turbilhão capitalista que torna o Homem cada vez mais preso ao imediatismo e ao consumismo, completamente refém das incertezas, devemos parar para ouvir a voz de Cristo que nos interpela:
Mateus 6:25-28 [...] Não estejais ansiosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer, ou pelo que haveis de beber; nem, quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que o vestuário?
Olhai para as aves do céu, que não semeiam, nem ceifam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não valeis vós muito mais do que elas? Ora, qual de vós, por mais ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado à sua estatura? E pelo que haveis de vestir, por que andais ansiosos? Olhai para os lírios do campo, como crescem; não trabalham nem fiam;
Não quero anunciar um movimento de “liberdade”, “falta de zelo”, “despreocupação” ou “irresponsabilidade”. Não defendo uma filosofia contemplativa da natureza sem nos preocuparmos com o que virá amanhã. Não estou anunciando um movimento hippe, mas quero mostrar onde deve estar centrada a nossa preocupação. A questão é quais os valores que devemos cultivar. O quê realmente faz a diferença em nossa vida, pois dentre as angústias causadas pelo materialismo há também o medo da solidão, desprezo ou abandono. Medo da separação, da perda e, o pior deles, “medo da morte”.
O medo da morte é angustiante, é cheio de incertezas. O medo da morte é apavorante porque seus olhos não veem além desta vida. Isso porque você olha com os olhos que é limitado pelo que é material. Eu te convido a abrir, hoje, os olhos da fé. Esqueça por alguns instantes  o plano de previdência, o plano de saúde, os investimentos seguros. Esqueça qual curso ou profissão que traz a garantia de dias melhores. Ouça agora o que Cristo tem a lhe dizer:
E não temais os que matam o corpo, e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo [Mateus 10:28].
O que você tem preparado para depois de sua morte? Suas preocupações, suas angustias cuidam somente dos teus dias sobre a Terra? E depois da morte, o quê virá? “...não temais os que matam o corpo ... temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo”.

2  TEMOR QUE DEVE ESTAR PRESENTE NA VIDA
Parece que estou sendo contraditório. Há pouco não falei que deveríamos nos livrar das preocupações deste mundo? Como é que estou dizendo que há temores que deve estar presente em nossas vidas?
É isso mesmo! Há “novos” tipos de temores que deve estar presente em nossas vidas. Devemos temer “aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo”.
Talvez você possa estar pensando: “maldita a hora em que entrei aqui para ouvir essas palavras; não bastam minhas angústias, minhas incertezas, meu desespero?” Tenho agora que me preocupar com o que virá depois da morte? Como pode ser isso se não sei nem mesmo como será minha aposentadoria?
Meu amigo, o erro que consome o Homem é não se libertar da visão limitada por esse corpo humano e olhar para o universo, olhar para Deus, o Criador:
Salmo 8:3-5
Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, A lua e as estrelas que formaste; Que é o Homem, para te lembrares dele? E o filho do Homem, para o visitares? Pois o fizeste pouco abaixo de Deus, de glória e de honra o coroaste.
- Espere aí! Onde está a glória e a honra do Homem? É a Bíblia que está declarando que o Homem tem honra e gloria, mas parece que minha honra e minha glória não são tão grandes assim. Não moro em um castelo, não tenho uma “carruagem motorizada”, não tenho roupas reais....
- Pare! Esta é a visão material. Olhe com os olhos da fé.
A glória e honra que Deus concede ao Homem é a possibilidade de estabelecer uma comunhão com Deus. Sendo Deus perfeito – sem pecado, em quem não há maldade ou injustiça, em quem há o poder criador que fez todas as coisas – não pode subsistir em sua presença a imperfeição. O Homem é imperfeito pois ele comete injustiça, pratica a maldade, corrompe o juízo e, pelo egoísmo e indiferença, suporta ver o semelhante passar necessidade enquanto se deleita na abundância.
- Então, se o Homem é imperfeito ele não pode ser revestido da honra e glória por Deus. É impossível a comunhão do Homem com Deus.
Verdadeiramente, seria impossível a comunhão do Homem com Deus se não fosse a disposição de Deus em se aproximar do Homem. Deus tem se esforçado para que o Homem tenha comunhão com Ele. Cristo disse: Vinde a mim todos que estais cansados e oprimidos, que Eu vos aliviarei. Ele está disposto a tirar das nossas costas o peso que tanto nos incomoda. E este é o peso do seus temores, o peso da sua ansiedade, do seu pânico.
Deus não quer simplesmente tirar o peso que lhe aflige. Ele lhe faz uma proposta, propõe uma troca. Ele quer trocar o seu peso de angústias, aflições desesperos e pânico pelo peso do fardo de Cristo.
- Que vantagem eu terei? Não estarei trocando seis por meia dúzia? Se eu vou carregar um fardo carrego aquele que eu já conheço.
- Não, meu amigo, nessa troca quem ganha é você.
O peso que Ele oferece é o peso de um fardo “leve e suave”. Cristo te chama para trilhar o caminho que Ele abriu.
Talvez você não perceba o que isso significa, pois está acostumado a andar em ruas asfaltadas, iluminadas, com postos de apoio por toda parte. Pense nos portugueses que chegaram ao Brasil quinhentos anos atrás. Não havia estradas, não havia carros, não tinha hotéis... não tinha Brasil. Se você desembarcasse em Porto Seguro (na Bahia que ainda não existia) e resolvesse caminhar até “Grande Dourados”, enfrentaria uma viagem por demais difícil. Seria necessário abrir seu próprio caminho, carregar todo o mantimento necessário, garantir que em sua rota haveria água, enfim, carregar até sua própria cama. Hoje nada disso seria necessário. As estradas estão abertas, há postos de apoio para comida e hospedagem. Tudo está mais fácil. 
O caminho que leva o Homem até Deus não estava aberto para Cristo. Foi necessário que Cristo abrisse esse caminho com a sua própria vida. Foi necessário que Cristo fosse crucificado, sem haver pecado, sem ter cometido nenhum erro, para que houvesse a regeneração do Homem e eu e você pudéssemos ser aceitos perante Deus com os nossos erros perdoados.
Mas hoje Deus faz uma pergunta: Quem há entre vós que tema a JEOVÁ? [...]  quando andar em trevas, e não tiver luz nenhuma, confie no nome do Senhor, e firme-se sobre o seu Deus. [Isaías 50: 10].
O seu “temor” é o “temor” de Deus? Deus quer um temor no sentido de reverência ou de respeito a Deus. Respeito e reverência querem dizer acatamento da autoridade. Acatamento da autoridade implica em obediência, para haver obediência é preciso aprender as regras e a regra de Deus é a regra do amor.
Deus promete força, apoio enquanto atravessamos as dificuldades. Ele não promete acabar com toda e qualquer dificuldade, mas promete ser a força necessária para vencer qualquer dificuldade. A promessa não é extinguir as distâncias, mas ser o apoio necessário para a viagem.
O apóstolo Pedro já ensinava aos seus discípulos: “Lançai sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós” [I Pe 5:7].
O apóstolo Paulo exortou aos filipenses para que “não andeis ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e pala súplica, com ações de graças, sejam as vossas petições conhecidas diante de Deus [4:6]
O erro do homem é ignorar apoio de Deus  e enfrentar sozinho seus temores, suas ansiedade. Não tenha medo de enfrentar seus problemas, tenha medo sim, de não contar com Deus para lhe auxiliar.
Quem és tu que te esqueces de Jeová, teu Criador, o qual estendeu os céus e fundou a terra; e que o dia todo temes continuamente por causa do furor do opressor, quando se prepara para destruir? onde está o furor do opressor? [Isaías 51:13]
Eu, eu sou o que vos conforta; quem és tu, para teres medo de um Homem que morre, e do filho do Homem que se tornará como feno? [Isaías 51:12]
Se há um temor que deve habitar permanentemente a vida do Homem, é o temor da separação de Deus, da falta de comunhão com Deus, do distanciamento de Deus.

3) AS CONSEQUÊNCIAS DE UMA VIDA SEM TEMOR
Quando o Homem vive sem o temor a Deus e procura andar guiado por suas próprias regras, ele não pode contar com esse “Deus que conforta”, com o Deus que lhe dá a despreocupação com o que haverá de vestir ou o que haverá de comer, muito menos poderá ter qualquer esperança após a morte, pois andar sem o temor a Deus é andar em uma vale escuro, sem luz alguma e sem o amparo do Deus amoroso que se tornou como um homem e morreu sem pecado para restaurar o único caminho que nos leva ao Deus Pai.
Viver sem o temor a Deus é abraçar a condenação do pecado “Porque todos pecaram e destituídos estão da Glória de Deus” [Romanos 3:23]. A glória com que fomos revestidos, coroados na criação, nós a perdemos com o pecado. Somente o temor a Deus, que também é a fé em seu poder restaurador, poderá nos reconciliar com Deus.
Para aqueles que vivem sem o temor do Senhor só há uma condenação. Não há meio termo. Cristo garante que no julgamento final a sentença será: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o Diabo e seus anjos [Mateus 26:41]. Se a condenação para a vida futura é o fogo eterno, para a vida presente também não há esperança: é carregar sozinho o fardo desta vida.

Conclusão
Sabe por que tenho que temer a Deus? “Porque o salário do pecado é a morte” [Romanos 6:23]. Certo?  Errado! Tenho que temer a Deus, tenho que ter o temor reverencial, o temor de acatamento da autoridade de Deus porque  “o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor”.
A vida eterna é o dom de Deus para quem o teme, porém, estar reconciliado com Deus é também desfrutar de uma comunhão presente. Não é apenas uma comunhão futura. Não pense que Isaías profetizava sobre os céus ao falar que “quando andar em trevas, e não tiver luz nenhuma, confie no nome do Senhor, e firme-se sobre o seu Deus” [Isaías 50: 10]. Nos céus não haverá trevas. Nos céus haverá permanente luz sobre aqueles que em vida temeram ao Senhor e em vida receberam sua ajuda.
Porque eu, o SENHOR, teu Deus, te tomo pela tua mão direita e te digo: não temas, que eu te ajudo. Isaías 41:13 (RC) 
Faça, hoje, uma troca. Deixe todos os seus temores, angústias, inseguranças, pavor ou pânico e tema somente ao Senhor Jesus Cristo. Ouça a sua voz:
Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei [Mateus 11:28].
Ora, amados, visto que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda a imundícia da carne e do espírito, aperfeiçoando a santidade no temor de Deus [II Coríntios 7:1].