Mostrando postagens com marcador Novo Testamento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Novo Testamento. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 9 de abril de 2020

FOI POR AMOR

Jesus disse: "Está consumado! (Jo 19:30)

Há quase dois mil anos, em um dia de Páscoa, o Filho de Deus viu o raiar do dia em grande sofrimento. Ele foi preso, acusado por falsas testemunhas, sofreu açoites, sua cabeça sangrou com uma coroa de espinhos. Suportou escárnios, carregou uma cruz em seus ombros, suas forças desfaleceram. Suas mãos foram cravadas em uma cruz levantada entre dois malfeitores e enquanto os acusadores zombavam d’Ele, o escrito do crime cometido foi colocado sobre a cruz: JESUS NAZARENO, O REI DOS JUDEUS.

Mesmo pendurado em um madeiro, sofrendo dores lancinantes, enquanto os pulmões eram estrangulados pela crucificação, faltando-lhe ar, Cristo Jesus clamou: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.
Ao homem faltam palavras para narrar o sofrimento de Cristo, mas também o amor de Jesus que clama ao Pai: perdoa-lhes!

Cristo Jesus deixou a glória dos céus, seu trono, sua majestade, sua imortalidade e seu poder excelso para se tornar homem, sujeito aos mesmos sentimentos e sofrimentos humanos, tudo com um único propósito: Para que um justo morresse pagando a dívida do pecado. Qualquer homem, durante toda sua vida não pode pagar pelos seus pecados, pois o homem é eternamente devedor. Mas Cristo Jesus, o Justo,  o Filho de Deus, sofreu e morreu para justificar e resgatar todo aquele que crê no poder do seu sacrifício.
Para dar provas da validade do seu sacrifício, Cristo foi zeloso por cada profecia a seu respeito. Quando viu que era chegada a hora da entrega de sua vida, Jesus disse: tenho sede! Mas Ele sabia que lhe negariam água e lhe dariam vinagre. Então, em um último esforço Cristo bradou: está consumado!
Diante daquele brado, ao meio dia, os céus se escureceram. Os céus deram testemunho de que o Filho de Deus entregou seu Espírito nas mãos do Pai Celestial que o enviou para consumar a obra da redenção do homem.

Está consumado! O ministério de Cristo foi consumado. O pagamento da dívida do pecado humano foi consumado. A justificação do homem perdido foi consumada. A abertura dos portões celestiais ao homem de fé foi consumada.

Maranata! Ora vem, Senhor Jesus!
Pr André Schroder

sábado, 5 de janeiro de 2019

VOCÊ TEM O MAIOR ADVOGADO!



Sentir-se acusado é um sentimento que pode se fazer presente em nossos corações nos dias que encontramos pessoas que procuram nossos defeitos e fecham seus olhos para a intenção dos corações e para as virtudes da nossa alma.
O sentimento de acusação pode tirar a alegria da vida, pois gera instabilidade emocional no acusado, produzindo sentimento de culpa, auto- desaprovação e desqualificação com base em um padrão apontado.
 A acusação é uma terrível arma utilizada pelo inimigo de nossas almas, satanás, que literalmente significa ‘acusador’ e ele utiliza de todas as artimanhas para apontar as falhas do cristão e acusa-lo de ‘pecador indigno do Reino de Deus’, que não pode alcançar  o padrão divino estabelecido por um Deus santo, perfeito e em quem não há erro algum.
Viver olhando para os erros humanos é trabalhar para edificar uma justiça própria que pode levar ao eterno sentimento de culpa pelos erros cometidos ou à arrogância que bate no peito e diz, ‘eu sou bom crente e se eu consigo ser bom, porque os outros não conseguem?’
Na edificação da vida cristã não somos chamados a olhar nossos erros, mas somos chamados a olharmos para Cristo Jesus, autor e consumador da nossa fé (Hebreus 12:2), aquele que se habilitou como nosso Advogado, porque, como nos ensinou o apóstolo do amor, “se, todavia, alguém pecar [e pesar sobre ele alguma acusação], temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo” (I Jo 2:1), e não importa qual seja o nosso pecado, por mais horripilante que possa parecer, por mais indigno que possamos parecer aos nosso olhos, Cristo Jesus, o Advogado, defenderá nossa causa e “se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça” (I Jo 1:9).
Jamais poderemos duvidar da disposição de Cristo Jesus em nos defender, pois Cristo Jesus nos prometeu que todo aquele que se chega a Ele, jamais será lançado fora (Jo 6:37), pois nada poderá nos separa do amor de Deus em Cristo Jesus (Rm 8:31-39).
Em Mateus 12 encontramos os fariseus acusando os discípulos de violarem a lei do sábado. Cristo não fez coro com os fariseus, mas antes defendeu seus discípulos prontamente, revelando o amor e o cuidado que Deus tem por nós.
Não deixe sua vida murchar e secar com o vento da acusação pelos erros do passado, busque o refrigério das águas tranquilas que o Bom Pastor, nosso Advogado, nos dá graciosamente. Busque em Cristo Jesus a vida em abundância!
Ao escrever estas palavras, eu orei a Deus por você, para que Ele te dê a Paz. Ore você também e mande sua mensagem para que eu continue orando por você.
Pr André Schröder

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

A importância da Carta de Paulo aos Romanos


Uma boa medida para indicar a importância da “Epístola” de Paulo aos Romanos se tem ao delinear a influência que o “Evangelho Segundo Paulo” exerceu no cristianismo do mundo Católico Romano e da Reforma Protestante, em Martinho Lutero, João Calvino e John Wesley. Se foi grande a influência de tal  “Epístola”  na vida (conversão) e o obra teológica de Santo Agostinho, torna-se difícil mensurar se na Reforma Protestante a grandeza da influência foi superada, pois fundadas na graça e justiça de Deus, apresentadas por Paulo,  ambas as vertentes teológicas  foram traçadas como pilares do cristianismo e, intrigantemente,  de sua reforma.
Na mesma medida em que “a Epístola” influenciou os expoentes do cristianismo ela tem influenciado os mais diversos pregadores, pois não há como fundamentar um discurso de salvação pela Graça sem acolher os fundamentos expostos aos gentios.
Ao destacar os termos “Epístola” e “Evangelho Segundo Paulo”, revelamos nossa compreensão sobre a importância de tal “carta”, pois fica demonstrado que a mensagem de Paulo está ali condensada, transcrita em seu tratado, sua suma teológica ou “testamento” que revela o “evangelho” aos gentios, o qual recebeu de Cristo e agora transmite a uma Igreja que se formou quase espontaneamente [conclusão face à falta de registro de uma obra missionária genitora da Igreja] a partir da dispersão de Jerusalém e convergência para Roma daqueles que eram os neófitos do caminho, mas que defenderam varonilmente [ou melhor, divinamente] o Evangelho de Cristo que era debatido nas sinagogas, a ponto de provocar a expulsão dos judeus da Cidade de Roma. Após a expulsão [reincidente] dos judeus, os gentios cristãos reuniam-se nas casas.
André Luiz Gomes Schröder

Porquê Paulo escreveu as cartas aos Tessalonicenses?



A primeira visita de Paulo, Silas e Tomóteo a Tessalônica foi conturbada face ao conflito com os líderes da sinagoga, os quais lhe acusaram de sedição e traição a César (Atos 17:7), pondo em perigo o anfitrião, Jasom. Assim, Paulo foi obrigado a deixar a nova igreja sem uma liderança experiente.
Para Matthew Henry, a primeira Carta aos Tessalonicenses teve por motivação “o bom informe da constância da igreja de Tessalônica na fé do evangelho”, conforme testemunho de Timóteo, por ocasião de sua segunda visita. Motivado pelas boas novas, Paulo, cheio de afeto, alívio, esperança e confiança, vê como oportuna a “ocasião para desafogar seu coração” e orientar o rebanho em crescimento, mesmo carente de uma sólida liderança, o que fez com exortações práticas, respondendo às questões – não controversas, mas carregadas de dúvidas – existentes na comunidade, como questões relativas ao destino dos mortos, arrebatamento da Igreja e da parusia de Cristo (I Tes. 4:1-12, 5:12-28; II Tes. 1; 2:13; 3:15).
 É fácil notar que Paulo pretendeu também encorajar a igreja gentílica, vinda do paganismo, a se mater fiel mesmo em meio às provações e perseguições. Orientou-os  ainda a seguir uma vida piedosa, dedicada ao Senhor.
A segunda Carta aos Tessalonicenses é uma continuidade dos assuntos tratados na primeira Carta e foi escrita para extinguir as dúvidas persistentes quanto à parusia, pois já impedia a difusão do Evangelho, face ao comportamento segregário que se instalava na igreja.
André Luiz Gomes Schröder


A quem foi endereçada a Carta aos Gálatas?

Inicialmente somos levados a crer que a Carta aos Gálatas fora escrita às igrejas do norte da província romana da Galácia, uma região  que se situa no norte do interior da Ásia Menor (hoje chamada de Túrquia), que foi colonizada no século III a.C. por um grupo de gauleses da Europa, que para fins de estudo passou a ser denominado Gálatas étnicos.
Mais tarde os romanos transformaram a Galácia numa província, e foi  acrescentado várias regiões ao sul, como a Pisídia, Frígia e partes de Licaônia. 
Portanto, a pergunta surge se Paulo escreveu sua carta aos gálatas étnicos, que viviam desde o século III a.C. no norte da província, isso em razão do termo “gálatas” (Γαλάται), que lhes era empregado e que foi também utilizado por Paulo em Gálatas 3.1, ou aos Gálatas sulistas, de outras raças que habitavam a Galácia ampliada por decreto do governo romano e que fora visitado por Paulo.
Ocorre que Lucas não descreve nenhuma atividade missionária de Paulo no norte da Galácia, e se ocorreu, foi durante a 2ª viagem missionária, o que requer a existência de uma missiva após seu término, com datação posterior a 55 d.C. Porém, Lucas relata as atividades da 1ª  viagem missionária ao sul, nas cidades de Antioquia da Pisídia, Listra, Icônio e Derbe (cf. Atos 13 a 14).
Sendo dirigida à comunidade sulista que possuía igrejas fundadas durante a primeira viagem missionária de Paulo, essa carta deve receber uma datação por volta de 49 d.C., entre a 1ª e 2ª viagens missionárias (pouco antes do concílio da igreja em Jerusalém [At 15]). Corre a favor dessa interpretação o fato de a Carta discutir sobre o assunto tratado no Concílio de Jerusalém e não apontar as decisões ali deliberadas. Vinculado está a existência de poucos judeus no norte da Galácia, ao contrário do que ocorria ao sul. Daí, a probabilidade de conflitos com os judaizante era maior ao sul que ao norte.
Assim sendo somos levados a acompanhar a corrente que defende que a Carta aos Gálatas fora escrita aos Gálatas da província romana, os sulista, em detrimento  da remessa paulina à etnia dos Gálatas radicada ao norte.
André Luiz Gomes Schröder

sábado, 19 de setembro de 2009

A influência do Apóstolo Paulo na Igreja de Cristo

Paulo exerceu grande influência sobre o mundo em seus dias. Com disposição, eloquência, liderança e determinação levou o cristianismo além dos limites geográficos da Judéia com uma doutrina de impacto que perpetuou influenciando o Cristianismo, consagrando-o como o grande teólogo da igreja cristã primitiva. Sua doutrina contempla vários temas, dentre os quais estão a justificação pela fé, a santificação pela obediência e a esperança e certeza da ressurreição em Cristo. Defendeu ardentemente a “mensagem que recebeu de Cristo”, combateu aquilo que entendeu ser heresia, bem como seus autores, tidos por falsos profetas. Foi paladino da unidade da igreja e da igualdade entre judeus e gentios.
Se o caminhar de Paulo pode ser sinônimo de evangelização e propagação da comunhão em Cristo, podemos dizer que a simetria correlata para o nosso tempo é de que seus escritos são sinônimos de edificação e exortação aos cristãos, pois é dado tanto o “leite espiritual” para o neófito como o “alimento sólido” para o crescimento dos imitadores de Cristo.
A maior prova da grandeza da contribuição de Paulo é o resultado das parcas páginas dos escritos de Paulo, as quais já renderam milhares e milhares de outras páginas produzidas por teólogos que buscam interpretar suas doutrinas e com isso produzem a dinâmica da teologia contemporânea reflexa à dinâmica do pensamento e filosofia da sociedade.
André Luiz Gomes Schröder

O propósito do Livro de Atos dos Apóstolos


Considerando que o Livro de Atos é uma continuidade do Evangelho de Lucas, seu intento é apresentar um relatório de investigação, por meio de narrativa ordenada dos fatos que envolveram Cristo e seus Apóstolos, com o fim de demonstrar a operosidade do evangelho pela ação do Espírito Santo para o cumprimento integral da “Grande Comissão”, a qual alcançou seu ápice ao chegar aos confins da Terra, levando a salvação tanto para os judeus como para os samaritanos e gentios, por meio dos ministérios dos apóstolos Pedro e Paulo.
Ainda que não seja seu propósito, ao Livro de Atos pode ser atribuído um objetivo de defesa dos desígnios da noviça Igreja de Cristo e apaziguamento dos seguidores que discordavam ou aprovavam o divórcio entre o novo “caminho” e o judaísmo, pois, para apresentar a unidade de propósito doutrinário expõe Pedro, o “conservador”, em comunhão com os gentios e Paulo, o “liberal”, se submetendo à ritualística do judaísmo. Tenho que este foi o principal papel de Atos na era patrística.
A grande comissão do Livro de Atos no “mundo gentílico” de nossos dias é edificar os cristãos pela propagação dos exemplos passados quando estampa a perseverança, a oração, o propósito de comunhão e solidariedade entre os irmãos. O Livro de Atos é o aio da obra viva de Cristo crucificado. É o registro da revelação da ação e do poder do Espírito Santo na Igreja. Em uma visão apaixonada, a igreja contemporânea sem o Livro de Atos correria o risco de tornar o Evangelho uma mera filosofia de vida ou de princípios éticos; sem vida espiritual.
André Luiz Gomes Schröder