Houve
um casamento em Caná da Galileia, achando-se ali a mãe de Jesus. Jesus também
foi convidado [Jo 2.1,2]
Os evangelhos apresentam o
ministério de Cristo com seus discípulos, e o evangelista João foi inspirado a
descrever a participação de Cristo e sua família, mãe e irmãos, em uma festa de
casamento que provavelmente foi celebrada por um parente próximo. Esse episódio
ocorreu no inicio do ministério de Jesus e exatamente ali, em uma festa de
casamento, o Filho de Deus realiza o primeiro milagre registrado para glória do
Pai.
Assim que Deus terminou a
criação, Ele instruiu o homem e a mulher para que se unissem constituindo uma
família. O Pai e o Filho evidenciaram a importância do casamento e da família,
pois é no espaço familiar que se cumpre do propósito Divino de se fazer
conhecido e de transmitir aos outros os ensinamentos de Deus.
A participação de Cristo em
um casamento nos ensina que a alegria do cristão deve ser manifesta no ambiente
familiar onde não há lugar para a depravação moral, pois esta depõe contra os
bons costumes. Na festa familiar não há lugar para as drogas e a embriaguez,
pois elas destroem o caráter humano e faz do homem um insensato, violento,
incontrolado e errante no juízo [Prov. 20.1; Is 28.7], provocando brigas e
desavenças, desagregando e aniquilando a família. Onde está a família é
imprescindível que haja fortalecimento do amor, o respeito mútuo, preservação
da moral e auxílio entre as pessoas.
O fato de Jesus ter
participado de uma festa não deve servir de justificativa para o cristão
participar de festas em que haja a degradação moral, mas deve servir de
instrução para participar de festas em família, onde é celebrado o amor, a
união e a honra, caracterizando um lugar apropriado para os filhos de Deus e em
especial para Jesus, o primogênito. Portanto, não devemos dizer que se Cristo
foi a uma festa, posso ir a qualquer festa, pois é tudo igual, mas a minha consideração
deve ser: A festa que eu vou tem lugar para Cristo? Posso convidar Cristo para
ir comigo à festa?
Que a palavra de Deus nos
habilite para toda boa obra [2Tm 3.17].
Pr
André Schröder
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