Não saia de vossa boca
nenhuma palavra torpe; e sim unicamente a que for boa para edificação, para que
ministre graça aos ouvintes. [Ef. 4.29]
O Apóstolo Paulo demonstrou
preocupação com a vida do cristão que deve caminhar segundo os padrões de Deus,
afastando-se da natureza do velho homem e para isso ele convoca os cristãos à
santificação dizendo-lhes "rogo-vos […] que andeis de modo digno da
vocação a que fostes chamados" (Ef 4.1).
O cristão foi chamado para
ser embaixador do reino dos céus e como representante de Cristo na terra, o
cristão deve ter um linguajar adequado com a sua condição de representante de
um Deus santo, puro e justo.
A palavra traduzida como
torpe também indica aquilo que é podre ou que está estragado. Portanto, o
cristão deve evitar todo e qualquer linguajar vulgar, indecoroso, de
obscenidade, imoralidade, sensualidade, de excitamento erótico que leva à
luxúria, ou qualquer outra palavra que leve à depravação moral, distorção dos
bons costumes ou induzimento ao erro, de maledicência, maculado pela mentira, ou
ainda de desconformidade com os padrões éticos e morais de Cristo Jesus.
Vemos que a palavra de um
cristão deve ser edificante. Edificação nos dá a ideia de construção, de
benfeitorias, de progresso e de prosperidade. Dai, Como poderá o cristão
edificar seu ouvinte?
A edificação vem com a
palavra que orienta, conforta, exorta, admoesta e auxilia o próximo a trilhar o
caminho traçado por Deus para levar ao reino eterno, o qual é o caminho da
graça salvadora, da graça justificadora, da graça consoladora e da graça
santificadora.
Assim, é com palavras de
edificação que o cristão se torna um despenseiro da graça de Deus, porém jamais
podemos esquecer que "a boca fala daquilo que o coração está cheio"
[Mat. 12.34], portanto, devemos nos encher da graça e da santidade de Deus para
que possamos edificar nossos irmãos e assim transmitir-lhes a graça de Deus.
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