terça-feira, 19 de maio de 2020

MINISTRANDO GRAÇA

Não saia de vossa boca nenhuma palavra torpe; e sim unicamente a que for boa para edificação, para que ministre graça aos ouvintes. [Ef. 4.29]

O Apóstolo Paulo demonstrou preocupação com a vida do cristão que deve caminhar segundo os padrões de Deus, afastando-se da natureza do velho homem e para isso ele convoca os cristãos à santificação dizendo-lhes "rogo-vos […] que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados" (Ef 4.1). 

O cristão foi chamado para ser embaixador do reino dos céus e como representante de Cristo na terra, o cristão deve ter um linguajar adequado com a sua condição de representante de um Deus santo, puro e justo.

A palavra traduzida como torpe também indica aquilo que é podre ou que está estragado. Portanto, o cristão deve evitar todo e qualquer linguajar vulgar, indecoroso, de obscenidade, imoralidade, sensualidade, de excitamento erótico que leva à luxúria, ou qualquer outra palavra que leve à depravação moral, distorção dos bons costumes ou induzimento ao erro, de maledicência, maculado pela mentira, ou ainda de desconformidade com os padrões éticos e morais de Cristo Jesus.

Vemos que a palavra de um cristão deve ser edificante. Edificação nos dá a ideia de construção, de benfeitorias, de progresso e de prosperidade. Dai, Como poderá o cristão edificar seu ouvinte?

A edificação vem com a palavra que orienta, conforta, exorta, admoesta e auxilia o próximo a trilhar o caminho traçado por Deus para levar ao reino eterno, o qual é o caminho da graça salvadora, da graça justificadora, da graça consoladora e da graça santificadora.
Assim, é com palavras de edificação que o cristão se torna um despenseiro da graça de Deus, porém jamais podemos esquecer que "a boca fala daquilo que o coração está cheio" [Mat. 12.34], portanto, devemos nos encher da graça e da santidade de Deus para que possamos edificar nossos irmãos e assim transmitir-lhes a graça de Deus.

Pr André Schröder.

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