Ó Senhor, ouve minha oração, e chegue a ti o meu clamor. Pois meus dias desaparecem como fumaça, e meus ossos ardem como brasas. O Senhor olhou dos céus para a terra, para ouvir o gemido dos presos, para libertar os condenados à morte. [Sl 102:1,3,19 e 20]
Ao escrever este clamor, o salmista experimentou momentos de intensa
angústia na alma. Sua aflição se fez manifesta no corpo enquanto padecia de
febre e debilidade, pela qual podia contar os seus ossos aparentes sob a pele. As aflições físicas e espirituais do salmista
não subtraíram sua confiança em Deus, mas o instigaram a buscar ainda mais a
atenção daquele que olha para os necessitados e deles se compadece.
A esperança do salmista estava firmada na fidelidade de Deus. Ele
sabia que as circunstâncias no mundo podem mudar, que a alegria pode se
transformar em lamento, mas a santidade do Pai Celestial, misericordioso e
cheio de graça, não permite que Ele seja insensível, mesquinho e sem bondade.
Deus é eterno e imutável. Seus ouvidos estão sempre abertos para
ouvir o clamor daqueles que nele confiam e nele buscam o livramento.
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