terça-feira, 30 de julho de 2013

VOCÊ É TESTEMUNHA DE CRISTO?

Houve um homem enviado por Deus, cujo nome era João  [Jo 1.6]

É extraordinário o modo como o evangelista João apresenta a glória de Jesus Cristo pois ele se esmera para mostrar que Cristo é o próprio Deus eterno, o criador de todas as coisas, fonte de luz e vida, ao passo em que  para apresentar  João Batista ele diz apenas que "houve um homem enviado por Deus cujo nome era João".
João, traduzido quer dizer "Deus enviou graça" e João, o Batista (aquele que batiza), pelo seu próprio nome, anunciou pelos caminhos de sua terra que "Deus enviou sua Graça" ou mesmo que "Deus é gracioso" e por isso fez chegar o tempo do seu Reino do seu governo na terra.
Conforme narrou João, o evangelista, o ministério do Batista, esse homem que anunciou a graça de Deus, foi servir de "testemunha para que testificasse a respeito da luz, a fim de todos virem a crer por intermédio dele". 
O ministério de "testemunha" fez João Batista chamar a atenção das pessoas para o Cristo, aquele que é a verdadeira luz, o sol da justiça que ilumina os homens com a justiça de Deus, pois ambos os joãos reconheceram a grandiosidade do Filho de Deus, o qual é eterno, transcende ao tempo e espaço, enquanto o João é terreno, humano, limitado ao tempo e ao espaço. Entretanto, o João humano, limitado, frágil, que morreu subjugado pela vontade de uma mulher que pediu sua cabeça em uma bandeja, recebeu  a importante missão de "testemunhar" a respeito de Cristo e cumpriu-a com dedicação e retidão, ao ponto de Cristo dizer que "dentre os homens nascidos de mulher, ninguém é maior do que João".
A terminologia própria de um tribunal para se referir a alguém que comprova um fato, empregada pelo evangelista, aponta que a missão de Cristo somente teve crédito porque alguém, digno de crédito, testemunhou a respeito da missão do Messias.
No direito judaico e no direito romano, do qual decorre o direito brasileiro, o papel da testemunha é de suma importância, pois ela dá crédito e confirma à palavra daquele que está sendo julgado ou mesmo tira-lhe toda a confiança e honradez caso a testemunha lhe seja contrária, caso em que ao julgado será atribuída a pecha de falsário, indigno de crédito, mentiroso e culpado.
Deus enviou à frente de Cristo um homem honrado para que desse testemunho a respeito de sua missão e da chegada do Reino dos Céus. Após cumprir seu propósito de manifestar a glória de Deus e provar que Deus enviou sua graça para alcançar o homem, Cristo Jesus deu uma promessa e uma ordem aos seus discípulos: "mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas".
O verdadeiro discípulo de Cristo é uma testemunha que proclama a verdade de Deus, anunciando que Cristo é o único salvador e é a luz do mundo. Lucas mostra que Pedro e Paulo foram testemunhas [Atos 2.40; 20.21] que certificaram sobre a verdade de Deus e por isso levaram muitos a crerem na salvação oferecida por Deus.
É bem verdade que é o Espírito Santo que convence o homem do "pecado, da justiça e do juízo de Deus", porém nós, os simples mortais e pecadores, temos a missão e o ministério de "testemunhas" da obra de Cristo, para que por intermédio desse testemunho os homens creiam que Cristo Jesus é o Deus encarnado que habitou entre nós, foi morto e ressuscitou para a Glória do poder de Deus e por sua morte Ele pode nos dar a salvação de nossas almas. 
Cumpra seu ministério como testemunhas de Cristo e seja você também um joão que anuncia que "Deus enviou Graça" ao homem perdido.
Pr André Luiz Gomes Schröder

domingo, 31 de março de 2013

A PÁSCOA DO CRISTÃO


Hoje comemoramos a Páscoa. A primeira Páscoa surgiu para marcar o fim da escravidão dos hebreus pelos egípcios [Ex 12]. As celebrações eram "sombras das coisas futuras" [Cl 2.17], ou seja, elas tipificavam aquilo que um dia tornar-se-ia a história da morte e ressurreição do Senhor Jesus, visto que a segunda Páscoa foi instituída para marcar o sacrifício de Cristo e também que todo aquele que crê que Cristo morreu em nosso lugar, está livre da condenação pelo pecado, a morte eterna. Portanto, para o cristão, Páscoa significa libertação, pois é a obra de Cristo para a nossa redenção.

Na primeira Páscoa existe um curioso detalhe. Os hebreus comemoraram a páscoa antes de saírem do Egito, sacrificando um cordeiro e colocando o seu sangue na porta da casa. Celebraram, portanto, o cumprimento da profecia antes que ela se cumprisse [Gn 15: 13,14] e se o sangue do cordeiro não fosse derramado e aspergido sob os umbrais da casa, o povo de Israel morreria como os egípcios, um povo que não temia a Deus.

Por meio da primeira Páscoa, Deus ensinou ao seu povo que alguém deveria morrer para que eles tivessem vida e libertação. Na segunda Páscoa Ele nos mostra que Cristo é o Cordeiro de Deus [Jo 1.29], o qual morreu no lugar de todo pecador que aceitar o seu sacrifício substitutivo para ser livre do pecado e ter vida eterna com Deus [cf. Jo 3.16; 8.32,36 e Mt 11.28].

Se creio que Cristo é o Cordeiro da Páscoa que teve o sangue derramado para me livrar da morte do pecado para que eu possa, na vida eterna, habitar nos céus com Deus, devo então celebrar a páscoa com profunda reverência, afinal, Cristo é o nosso cordeiro da Páscoa. Ele derramou seu sangue para me livrar da morte. A minha libertação espiritual foi comprada com o sangue de Cristo, a nossa Páscoa [1Co 5.7,8].

Olhando para a primeira Páscoa, aprendemos que devemos celebrar a glória eterna, a herança que temos em Cristo Jesus, antes mesmo de desfrutar das maravilhas celestiais, pois assim como o sacrifício do cordeiro se deu antes da saída do povo do Egito, a nossa fé e a nossa obediência devem vir antes da entrada na vida celestial, quando haverá a plena libertação, pois a libertação espiritual, pela fé e obediência, precede a libertação física.


Assim como os hebreus celebraram a páscoa e começaram uma vida livre da escravidão, celebremos a morte e ressureição de Cristo e vivamos uma nova vida livre do pecado e na plena comunhão com Deus.

Pr Andre Luiz Gomes Schroder

sábado, 30 de março de 2013

UMA PÁSCOA SEM CORDEIRO?

No primeiro dia da festa dos Pães sem Fermento, quando sacrificavam o cordeiro pascal, [...]
Enquanto comiam, Jesus tomou o pão e, abençoando-o, partiu-o e lhes deu, dizendo: Tomai; isto é o meu corpo.
E tomando um cálice, deu graças e entregou-o aos discípulos, e todos beberam dele. E disse-lhes: Isto é o meu sangue, o sangue da aliança derramado em favor de muitos.  (Mc 14.12,22-24)


Jesus havia se reunido com seus discípulos para celebrar a páscoa e naquele dia o ritual foi diferente do estabelecido pela tradição judaica.
Após Deus instituir a Páscoa quando seu povo saía do Egito, essa cerimônia passou a ser celebrada como um memorial em que os judeus recontam a libertação da escravidão do Egito, no dia em que sacrificaram um cordeiro e marcaram suas portas com seu sangue em sinal de que aquela era uma casa que abrigava os filhos de Deus. A páscoa significava a “passagem” da escravidão para a liberdade.
Durante a festa aquele que presidia a cerimônia levantava um cálice e anunciava qual o motivo da cerimônia, explicava porque o cordeiro foi morto e também porquê estavam comendo pães sem fermento.
Por muitos e muitos anos assim foi celebrada a páscoa e até hoje ainda se faz assim entre os judeus que não aceitaram a vinda do messias, mas naquela noite foi diferente. Marcos diz que enquanto comiam Jesus mudou o ritual e ensinou uma nova maneira de celebrar a páscoa.
Jesus falou a seus discípulos que o pão que eles comiam e que representava o sofrimento no Egito, agora era o pão da sua aflição, o pão que representava sua amargura na cruz. O vinho não representava mais a alegria presente na festa de celebração do fim da escravidão, mas ganhava um novo significado ao lado da alegria, significava agora o sangue de Cristo derramado para lavar os pecados e marcar aqueles que pela fé são filhos de Deus.
A mova celebração da páscoa, apenas com pão e vinho, pode ter intrigados os discípulos. Para a mente judaica era impossível aceitar uma páscoa sem o cordeiro, afinal, Deus mandou imolar o cordeiro para marcar com o sangue, as casa de seus servos fieis. Não demorou muito para os discípulos entenderem onde estava o cordeiro da páscoa.
Após a morte na cruz, certamente os discípulos lembraram-se do brado de João Batista: “eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. Estas palavras na memória os fez entender que Cristo Jesus é o Cordeiro de Deus e o sangue do seu sacrifício seria derramado uma única vez, porém suficiente para marcar todos quantos se achegarem a Ele, crendo em sua morte vicária, capaz de pagar nossos pecados e nos tornar filhos de Deus.
Jesus é nosso cordeiro pascal. Ele é a nossa “passagem” da escravidão do pecado que produz morte para a liberdade em Cristo que nos dá a vida eterna com Deus.
Cristo é a “passagem” para a vida! Aleluia.
Pr André Luiz Gomes Schröder