sexta-feira, 19 de março de 2010

Viver sob autoridade ou levar a Vida de Servo?

Viver sob autoridade é acatar integral as leis, ordens e princípios que regulam um sistema, conforme são emanados daquele que possui reconhecida legitimidade, competência e poder para gerenciar. É pois,  viver sob o domínio.

No ato da criação Deus reuniu os atributos para exercer autoridade sobre o homem., porém deu-lhe o lívre arbítrio para escolher entre obeder a Deus ou seguir seu próprio caminho.

Ao escolher ser servo, o homem faz a livre opção de obedecer as leis e princípios morais e espirituais revelados por Deus, os quais devem ser seguidos continuamente, dando lugar à vontade de Deus e em substituição à própria vontade humana, para que assim possa viver sob o domínio e santo temor de Deus.

"Por isso, recebendo nós um reino inabalável, retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus de modo agradável, com reverência e santo temor" Hb 12.28.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

A IGREJA QUE EU PRECISO SER

Eu ainda anseio ver uma igreja ortodoxa e piedosa. Uma igreja que tenha palavra e poder, uma igreja que tenha doutrina e vida. Eu ainda anseio ver aqueles que conhecem a verdade sendo transformados por ela a ponto de se tornarem pessoas humildes e não arrogantes.

Eu ainda anseio ver uma igreja cujas obras provem a sua fé e cuja fé honre ao seu Senhor. Eu ainda anseio ver uma igreja que pregue com fidelidade, ensine com autoridade e cante louvores a Deus com fervor. Eu anseio ver uma igreja onde Jesus tenha supremacia e as pessoas sejam verdadeiramente amadas. Eu creio que meus olhos verão ainda essa realidade.

A fé vê o invisível. Ela caminha no meio da escuridão das circunstâncias, guiada pela luz da verdade. Os olhos da fé não estão postos na improbabilidade da situação circundante, mas nas promessas fiéis dAquele que não pode falhar. Mesmo que os horizontes sejam pardacentos, mesmo que as circunstâncias sejam desfavoráveis, mesmo que a oposição seja sem trégua, eu ainda anseio ver uma igreja onde a doutrina dará as mãos ao fervor, onde a ortodoxia se vestirá com a túnica da santidade, onde a reforma desembocará no reavivamento.

Estou cansado de ver o povo de Deus bandeando ora para um extremo ora para outro. Aqueles que são mais zelosos da doutrina, não raro são os mais apáticos no fervor. Aqueles que mais conhecem menos fazem. Aqueles que têm mais luz muitas vezes são os que têm menos calor. Aqueles que estadeiam sua cultura são os que menos refletem a doçura do Salvador. Ah! Eu ainda anseio ver uma igreja firmada na doutrina dos apóstolos, que ora e cante com entusiasmo. Uma igreja que tenha temor de Deus e alegria do Espírito. Uma igreja que tenha profunda comunhão interna e grande simpatia dos de fora.

Vejo com tristeza aqueles que tolamente abandonam a doutrina para buscar experiências arrebatadoras. Onde falta a semente da Palavra, não se vê o fruto da verdadeira piedade. Não é a experiência que conduz à verdade, mas esta deságua naquela. A vida decorre da doutrina e não esta daquela. Precisamos de uma igreja que seja ortodoxa sem deixar de ser ortoprática. Os que se desviaram da Palavra em busca de experiências, precisam de uma nova reforma e os que se desviaram da piedade e ainda conservam sua ortodoxia precisam de reavivamento. Eu ainda anseio ver uma igreja doutrinariamente fiel, mas que seja ao mesmo tempo amável e acolhedora aos que se aproximam. Uma igreja que ensine doutrina com zelo, mas que adore a Deus com fervor. Uma igreja que prega a verdade, mas vive em amor. Uma igreja onde a proclamação não está na contramão da comunhão.

Eu ainda anseio ver uma igreja que seja fonte para os sedentos, oásis para os cansados, refúgio para os aflitos, lugar de vida para os que cambaleiam na região da sombra da morte. Eu anseio ver uma igreja que viva para a glória de Deus, que honre o seu Salvador, que seja cheia do Espírito Santo, que adore a Deus com entusiasmo, que pregue sua Palavra com fidelidade e acolha as pessoas com efusiva alegria e redobrado amor. Que o meu e o seu anseio se tornem motivo das nossas orações até que vejamos cair sobre nós essa bendita chuva da restauração espiritual.
“A arrogância antecede a destruição, e a altivez do espírito antecede a queda”.

“O que acontece com os homens é o mesmo que acontece com os animais; a mesma coisa acontece para ambos. Assim como um morre, morre também o outro (...). O homem não tem vantagem sobre os animais. Tudo é Ilusão. Todos vão para o mesmo lugar; todos são pó e todos retornarão ao pó”.
Salomão, em Provérbios 16.18 e Eclesiastes 3.19-20

Fonte: O Rev. Hernandes Dias Lopes é o pastor titular da Primeira Igreja Presbiteriana de Vitória-IPB - http://www.ipbvit.org.br

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

A importância da Carta de Paulo aos Romanos


Uma boa medida para indicar a importância da “Epístola” de Paulo aos Romanos se tem ao delinear a influência que o “Evangelho Segundo Paulo” exerceu no cristianismo do mundo Católico Romano e da Reforma Protestante, em Martinho Lutero, João Calvino e John Wesley. Se foi grande a influência de tal  “Epístola”  na vida (conversão) e o obra teológica de Santo Agostinho, torna-se difícil mensurar se na Reforma Protestante a grandeza da influência foi superada, pois fundadas na graça e justiça de Deus, apresentadas por Paulo,  ambas as vertentes teológicas  foram traçadas como pilares do cristianismo e, intrigantemente,  de sua reforma.
Na mesma medida em que “a Epístola” influenciou os expoentes do cristianismo ela tem influenciado os mais diversos pregadores, pois não há como fundamentar um discurso de salvação pela Graça sem acolher os fundamentos expostos aos gentios.
Ao destacar os termos “Epístola” e “Evangelho Segundo Paulo”, revelamos nossa compreensão sobre a importância de tal “carta”, pois fica demonstrado que a mensagem de Paulo está ali condensada, transcrita em seu tratado, sua suma teológica ou “testamento” que revela o “evangelho” aos gentios, o qual recebeu de Cristo e agora transmite a uma Igreja que se formou quase espontaneamente [conclusão face à falta de registro de uma obra missionária genitora da Igreja] a partir da dispersão de Jerusalém e convergência para Roma daqueles que eram os neófitos do caminho, mas que defenderam varonilmente [ou melhor, divinamente] o Evangelho de Cristo que era debatido nas sinagogas, a ponto de provocar a expulsão dos judeus da Cidade de Roma. Após a expulsão [reincidente] dos judeus, os gentios cristãos reuniam-se nas casas.
André Luiz Gomes Schröder